Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Desabafo de um processo doloroso

Nunca pensei que algo tão simples se poderia tornar doloroso. Sempre pensei que "apaixonar-nos por nós próprios" seria fácil, algo que ocorreria quando eu quisesse e como. Mas não...

Compreendi, à alguns meses atrás, que precisava de fazer mais por mim. Estava farta da menina que se lamentava de tudo e de nada, da menina que queria falar e não sabia como, da menina de sempre.

Enquanto vinha no autocarro, pensava no quão doloroso têm sido os últimos tempos. Parece uma montanha-russa, de altos e baixos, de paragens e recomeços. As vezes questiono-me se isto valerá a pena. É triste percebermos que não temos amor próprio.

Quero mudar. Quero ser uma menina mais comunicativa, mais aberta, alegre, divertida. Quero mudar-me, transformar-me, alterar-me. Quero tanta coisa!

É difícil transmitir o que sinto. Sinto, apenas, que enquanto não me apaixonar por mim, não conseguirei e evitarei que alguém se apaixone por mim.

Hoje percebi, finalmente, que talvez continue sozinha porque afugento quem se queira aproximar, pois não me "amo" o suficiente.

Uma viagem de autocarro, para além de cansativa, serviu para compreender que a minha vida tem sido passada, maioritariamente, a queixar-me e a nada fazer. Parece que estou à espera que as coisas mudem por arte do "Divino Espírito Santo".

Dentro do meu ser, atropelam-se sentimentos, medos e receios. Quero combate-los, mas como? Quando terminará isto?

Seria tudo bem mais simples se a minha vida fosse aquela que imagino nos meus sonhos...

 

 

Hoje estou: pensativa!
Estou a ouvir: Fingertips : picture of my own
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 00:24
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Texto a alguém que não conheço.

Quem és?

Quem és tu que invades os meus sonhos a todas as horas? Quando fecho os olhos, reapareces nos meus sonhos, até cair num sono profundo.

Acompanhas-me ao acordar, em aulas, nos passeios, nas viagens, com os amigos, à noite... Estás sempre lá, mas não sei que és!

Não sei quem és, nem tão pouco te vi. Desconheço a tua forma, desconheço-te...

Mas, nos meus sonhos eu sei que és...

Chamas-te 'Guilherme'. Será esse o teu nome real?

Conheço os teus defeitos e qualidades, sei os teus sonhos... Mas na realidade, nada sei ao certo de ti.

Porque sonho com alguém que não tenho?

À anos que é sempre igual, que sonho com o "príncipe encantado" que não aparece. Mudam os nomes, mas a história é sempre a mesma. Já te chamei de 'Ricardo', 'Miguel', 'Simão', 'Afonso', 'André'... Mas nenhum destes nomes se tornou real.

É engraçado sonhar com alguém que não existe. Imaginar história e fantasias através da realidade.

Mas é triste perceber que não existe ninguém real, palpável... Alguém com quem possa trocar carinhos, mimos, beijos... Apenas os vejo nos meus sonhos, eu e tu.

Quero passear de mãos dadas, beijar, acarinhar, tirar fotografias sem nexo, escrever o teu nome ao longo de uma folha, escrever-te cartas, dormir e acordar contigo ao meu lado! Quero tanta coisa, mas o tempo passa e eu não revejo os sonhos na realidade.

Quantos anos mais viverei neste sonho? Quanto tempo mais terei de sonhar com alguém inexistente?

Nos meus sonhos chamas-te 'Guilherme', na vida real chamas-te 'Solidão'.

O teu lugar esta ocupado pela mesma solidão de há anos...

 

Hoje estou: sozinha!
Estou a ouvir: Daniel Powter : bad day
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 10:29
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

"Madame paixões"!

Descobri que tenho uma amiga que diz saber tudo sobre as coisas do coração (e por sido a apelido da "Madame Paixões" ; só espero que ela não me descubra !), isto por decidi contar-lhe a história do "certo clima" entre mim e o M..

Ela não é propriamente a melhor pessoa para avaliar este caso, está longe de mim , mas é uma das minhas melhores amigas e que nunca ouviu ou soube da existência de alguém interessado em mim... Portanto, lá lhe foi contar!

Foi uma conversa engraçada, sem dúvida!

Começa por me fazer centenas de perguntas, pergunta-me todos os promenores e mais alguns, diz-me para que me atire a ele e mais não sei o que! Como sou uma rapariga bastante insegura, vou-lhe dizendo que as coisas do amor não sou comigo ... Não sei muito bem o que lhe disse, quando se sai com a genial frase: "Eu sou a perita das paixões!" (fiquei com cara de parva a olhar para o monitor e depois desatei a rir!)

Mas é verdade! Ela sempre se deu bem com as suas paixões e compreende melhor este sistema do que eu.

Quando terminamos a conversa, dei por mim a pensar nos tempos de secundário. Quem haveria de dizer que um dia lhe iria contar cenas caricatas e capítulos pouco provaveís de acontecer na minha vida?!  Sempre estive à espera que fosse ela a contar-me estas coisas...

No grupo dos que apoiam "atira-te a ele! come-o!", juntou-se mais um elemento de peso! Nos próximos dias terei de levar com a "Madame Paixões" a, praticamente "ordenar-me" a que "ataque o bife" e a dar-me conselhos!  E enquanto que as outras duas já nem se lembram disto, esta vai-se recordar por um belo período de tempo!

Agora questiono-me porque lhe foi contar isto! Acho que só lhe contei pela graça que me suscitou na altura... Foi para mim tão ridiculo que acabei por lhe contar.

Outra frase se destaca desta conversa: "cá para mim estás a gostar dele e sem saberes..." E eis a resposta: "sim, sim, e nem tu sabes o quanto! Olha que isto não é uma novela, e se eu gosta-se saberia-o e notar-se-ia!" Basicamente, desmanchei-me a rir com esta frase! Depois de ter conseguido parar de rir, lá lhe retribui a resposta...

A conversa com a "Madame Paixões" foi, resumidamente, de rir; não só pelo lado estupido deste "clima", bem como das respostas que ela me dava .

Este foi um dos melhores episódios de uma semana que correu mal .

 

Hoje estou: surpreendida!
Estou a ouvir: Bob Sinclair : together
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:08
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Florbela Espanca:

Não sei muito bem o que escrever... Tinha tanto para escrever, mas não encontro as palavras certas para traduzir o que sinto.

Gosto de Florbela Espanca. À pouco tempo comprei o livro "Sonetos" e encontrei dois poemas que traduzem bem o que sinto:

 

"Aqueles que me têm muito amor

Não sabem o que sinto e o que sou...

Não sabem que passou, um dia, a Dor

À minha porta e, nesse dia, esntrou.

 

E é desde então que eu sinto este pavor,

Este frio que anda em mim, e que gelou

O que de bom me deu Nosso Senhor!

Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

 

Sinto os passos da Dor, essa cadência

Que é já tortura infinida, que é demência!

Que é já vontade doida de gritar!

 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,

A mesma angústia funda, sem remédio,

Andando atrás de mim, sem me largar!"

("Sem Remédio")

 

 

"Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:

«Parece Sexta-feira de Paixão

Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,

Sempre a pensar na dor que não existe....

 

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!

Faça por estar contente! Pois então?!...»

Quando se sofre, o que se diz é vão...

Meu coração, tudo, calado, ouviste...

 

Os meus males ninguém mos adivinha...

A minha Dor não fala, anda sozinha...

Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!...

 

Os males de Anto toda a gente os sabe!

Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe

Nos cem milhões de versos que eu fizera!..."

("Impossível")

 

Hoje estou: deprimida!
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Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:31
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

"Um certo clima"?!

Mais uma tarde de aulas... Mas uma bela tarde de sol, boa companhia (a I. e a T.) e pouca vontade de ir à aula. Resumidamente, não fomos à primeira aula da tarde.

Conversa puxa conversa e um tema leva sempre a outro, acabando a I. e a T. a falar de mim.

Nunca namorei e sempre tive complexo em relação ao meu corpo sendo este o ponto de partida. Foi estranho ouvir-las falar...

A T. dizia que "pelo que já ouvirá falar" eu e o M. tinhamos um "certo clima especial". A I. concordou, acrescentando que já por duas vezes tinham dito que eramos namorados.

Não o somos, nem tão pouco o vejo como um possível namorado.

Pos-me a pensar e não encontro explicações para o tal "clima" falado. Afinal, que raio queriam dizer elas com "um certo clima"?!

Sou contraditória (defeito meu e de signo). Na verdade é me dificil imaginar com alguém. Continuo a achar que talvez só os outros, e não eu, tenham o direito à felicidade. Continuo a ter dias em que não gosto de mim e em que mal me suporto olhar ao espelho ou ver um simples reflexo... Continuo a ter dias em que preferia fugir e desaparecer... Sinto-me um ser muito estranho!

Achei estranha a opinião da I.. Aliás, sempre lhe disse que, provavelmente ele estaria a gostar dela...

Vejo o M. como um grande amigo, nada mais. Sei que muitas relações começam assim, sendo grandes amigos, mas sinceramente não me parece que este seja o caso. Aliás, de que outra forma poderia começar uma relação de namoro sem ser pela amizade?

Depois de ter passado a aula a seguir (sim, fomos à segunda e última aulinha da tarde) a pensar nisto, agora só quero é esquecer o tema... 

(porque antes de me apaixonar por alguém, tenho de primeiro apaixonar-me por mim.)

Vou mas é estudar!!!

 

Hoje estou: o que é "um certo clima"?!
Estou a ouvir: João Portugal : fostes tu
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:00
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Primeiro amor.

À algum tempo atrás encontrei um post que me obrigou a uma reflexão (http://brilhosinhos.blogspot.com/2008/10/ser-que-alguma-vez-esquecemos-o-nosso.html). O assunto do post era sobre se algum dia se esquece o primeiro amor.

Nunca namorei, mas gostei demais de uma pessoa. E esse gostar significa, para mim, o meu primeiro amor. 

Em primeiro lugar, acho que não necessitamos de namorar com alguém para o considerarmos o primeiro amor; basta simplesmente gostar, mesmo que a outra pessoa só nos veja como amigos.

Depois, acho que nunca esquecemos aquela pessoa que fez o nosso coração acelarar mais depressa. Independentemente de se ter namorado ou não, o primeiro amor é sempre especial, inesquecível.

Contudo, creio que aquilo que fica guardo no coração não é só o amor. O amor acaba e encontramos novas pessoas.

O que realmente fica é um carinho especial, o sentimento de ter sido o primeiro... Ficam as alegrias, as experiências, os sonhos... E, por mais anos que passem, é sempre isso que fica, independentemente de se ter encontrado um novo grande amor. 

Existe um dita popular que diz: "O primeiro amor é inesquecível, tal como o primeiro beijo". É nisso que acredito. 

O R. foi o primeiro que me fez sentir e saber o que é estar apaixonda (e não ser correspondida)Mas (e espero eu) novos R's. viram que me ensinaram o que é ter alguém que goste de nós. Enquanto que esse R. não entrar na minha vida, vou recordando (com alguma tristeza) o meu primeiro amor...

 

 

Hoje estou: nostalgica!
Estou a ouvir: Xutos e Pontapés : manhã submersa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:31
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Desespero. Esperança.

Simplesmente linda...

Nunca gostei muito de fado e nem sequer tinha o hábito de ouvir a senhora do fado, Mariza. Mas está conbinação entre fado e hip-hop produziu uma execelente e belissíma música.

O pior é saber que me identifico com ela, com o que a letra traduz: o desespero e a esperança.

 

Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

 

(Boss AC [azul mais claro] 

&

 Mariza [azul mais escuro])

 

Mais informações em: http://www.encontrarse.pt/upa08/

 

Estou a ouvir: Boss Ac e Mariza : alguém me ouviu (mantém-te firme)
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 09:42
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Vida confusa.

Sinto-me triste... Sinto-me em baixo... Sinto vontade de chorar...

Pergunto-me porque, mas não encontro a resposta. Não raras as vezes sinto-me assim.

Talvez tenha sido da frase "quero um namorado!" ou da música que me fez lembrar aquela pessoa especial...

Sinto-me estúpida, cada vez mais estúpida e parva. Não encontro um motivo, uma causa, nem sei o que escrever neste post... Apenas sinto isso: vontade de chorar de fugir!

À semanas que ando a tentar lutar contra os meus medos: a solidão, a timidez, a vergonha... Parece que cheguei a uma fase da minha luta em que começo a perder as forças.

Pergunto-me, para que isto, porque mudar?!

A minha cabeça está uma verdadeira confusão (como este post)... Preciso de organizar as ideias, o que quero, traçar um objectivo...

Será que é assim tão complicado pedir para se ser feliz?!

Amanhã (talvez) escreva algo decente e claro...

 

Hoje estou: numa confusão!
Estou a ouvir: Ala dos Namorados : caçador de sóis
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:52
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