Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Esta minha vida...

Apesar da minha boa disposição esta semana, ando chateada e aborrecida, isto porque:

  • A Queima já acabou!
  • Descobri ontem que perdi as fotos do meu primeiro cortejo. Fiquei tão triste!
  • A minha pulseira favorita foi à vida... Já andei à procura de um fio para a reconstituir, mas sempre que encontro um e começo a faze-la, desisto. Não há amor como o primeiro... Jamais voltarei a ter a minha bela e bonita pulseira...
  • Quinta-feira tenho testes (com consulta) sobre os autores contemporâneos da Sociologia (ou seja, seca)!
  • Faltam quatro aulas da dita cadeira por passar...
  • ...e porque uma não chega, tenho mais duas ou três cadeiras com apontamentos em atraso... assim, não se riem umas das outras, só a minha mão se queixa!
  • Cada vez me sinto mais burra... ou melhor, o professor de Matemática faz-nos sentir burros! Alguém é capaz de lhe dizer que somos de Sociologia e que somos um pouquinho lentos?! Mais devagar sim!?
  • Tenho uma apresentação sobre um tema chato, aborrecido e que não entendo nada!
  • E porque um é pouco, venha a outra apresentação! Ainda não a li, mas é em espanhol... Avizinham-se tempos complicados!
  • E porque a vida de estudante tem muito que se lhe diga, tenho de resumir em 3 páginas um livro de cerca de 500... Coisa pouca!
  • Os exames estão a aproximar-se a passos largos e só hoje notei, quando dei por mim a pedir apontamentos à caloira duma cadeira de 1º ano. Sempre que me lembro desta cadeira, fico logo de mau humor... Chiçá! Fui sempre às aulas, fazia os exercícios (demorava, mas chegava lá), fiz a porra do trabalho (eu não, fizeram-me! mas é segredo!) e... chumbo! Com 7!? Desculpem?! Digam lá o que disseram, tinha nota para oral!!! Aquele professor chumbou-me porque tinha arredondamentos mal feitos... e sabem quanto ele descontava?! Um valor e meio!!! Claro, assim é normal!!! Há, e porque uma desgraça não bem só, aquele desgraçado publica-me as notas dois dias antes do exame de recurso (tendo eu outro exame)!!! Como é lógico nem paciência e vontade tive para estudar... Se soubessem o meu odio!
  • À minha desgraçada e pobre carteira vou-lhe tirar uns 15 euritos... o que eu devia era fazer pagar a limpeza do meu traje aos meninos e meninas que decidiram molhar-me com cerveja!
  • Tenho uma borbulha estupida no canto do lábio porque comi dois chocolates da Néstle. Não consigo resistir... É mais forte que eu!
  • Continuo sem saber ler os horários dos autocarros...
  • Já agora, alguém se importa de pedir para vir o sol definitivamente?! Não é que eu seja amante do bom tempo, mas já não suporto o ora sol ora chuva, ora calor ora frio! Vá, decidam-se!

E penso que não me esqueci de nada...

  • Há e descobri que ir às compras com o namorado da Mafalda é pior do que ir com gajas. Para em tudo quanto são secções, olha tudo, toca e tal... Que chatice!
  • E que afinal os homens também tem complexos com o exterior (e eu a pensar que eram coisas de mulher!)!
Estou a ouvir: Nickelback : rockstar
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 22:18
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

E hoje acordei assim...

Tu nunca gostastes a sério, ou melhor, tu nunca amastes. Quando isso acontecer verás o que digo.

 

Odeio quando me dizem isto. Simplesmente odeio. Magoa, corrói, deixa-me triste lá no fundo, no interior do meu ser. Quando me dizem isto, disfarço com um sorriso e umas frases patetas; outras vezes, porém, limito-me ao silêncio. Depois, sozinha, choro.

Certa vez, depois de me terem dito esta frase, não consegui ficar calada e, revoltada, questionei se realmente podiam afirmar que eu nunca tinha gostado de ninguém a sério. Não obtive resposta. Mais tarde, alguém me dizia que eu nunca devia ter gostado de ninguém verdadeiramente porque, se realmente eu tinha estado apaixonada, deveria ter feito mais por essa pessoa.

Agora, pergunto eu, mas para alguém gostar à séria é preciso rastejar aos pés dessa pessoa? É preciso ir à bruxa e fazer uns feitiços para que a tal pessoa se apaixone por nós?

Sim, eu gostei muito muito dele, quiçá como nunca mais voltarei a gostar... Mas, não existiram outros sentimentos que nos impedem de lutar? Medos, receios, complexos? Isso não contará? E os sentimentos da outra pessoa não contam?

Odeio que me digam que Não sabes o que é gostar de alguém como eu gosto! Será que não sei mesmo?!

Odeio quando alguém se sai com estas estúpidas frases. Se realmente é como dizem, só quando namoramos é que gostamos a sério! Infelizmente nem toda a gente tem o privilégio de ser correspondido!

Às vezes esquecem-se que não depende de nós. Existe a outra pessoa e ela tem uma palavra a dar. Tal como no sexo, para se namor são precisas duas pessoas!

Várias vezes me perguntei o que fariam os outros se sentissem o que eu sinto... Por mais que nos digam que Tu és linda! O que mais importa é a beleza interior... não é fácil lidar com medos e complexos. Aliás, com o tempo percebi que a história O mais importante é a beleza interior não passam de tretas. Sim, tretas. A sociedade não liga a isso. A sociedade valoriza mais, muito mais, o exterior. As televisões, as revistas, a internet, etc., mostram isso... Se não, porque não existe uma novela ou um filme em que a personagem seja feia e gorda? Ok, temos a Betty Feia! Mas, provavelmente no final (não acompanhei até ap fim), ela vira uma beleza, uma brasa, como manda a sociedade. Isso não passa de uma frase criada para um qualquer anúncio publicitário. A sociedade criou padrões de beleza e essa história é só um tapa olhos de quem se recusa a ver os estereótipos que a criamos. Assim, ou somos lindas, de pernas magras e altas, barriga plana, e um peito e cara minimamentes decentes e temos todos os homens aos nossos pés, ou somos gordas e só temos bêbados interessados ou tipos armados em carapau de corrida interessados em gozar com os nossos sentimentos. Se não vejamos as novelas da TVI ou a Rebelde Way... Mas porque raio nas nossas televisões só vemos raparigas novas com um corpo de sonho como protagonista?! E por quê são sempre os gordos os rejeitados e humilhados?! E, porque raios quando existe uma personagem gorda ela vir top model como manda a sociedade?! E depois ainda querem que acredite na história da beleza interior... 

Quando me dissem estas coisas, dá-me vontade de dar meia volta e virar costas ou de bater na pessoa! Não basta gostar...

Apesar de achar a história da beleza interior uma treta concordo com a frase Antes de amares alguém, ama-te a ti mesmo. Se calhar, por não me amar o suficiente nunca foi capaz de fazer nada, isto, apesar de ele me ter dito que era capaz de namorar com alguém como eu, fortezinha! e tanto que era, que a namorada dele aparenta ser assim...

Enfim... 

Creio que já aprendi a lição. Agora, alguém se importa de dizer a quem comanda as nossas vidas (se é que existe alguém) que eu também sou gente?!

E hoje acordei assim, revoltada com a vida e com a sociedade mesquinha em que vivemos...

Estou a ouvir: Rita Guerra : gostar de ti
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:09
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Vá, curte com ele! (2)

Naquela noite, na noite em que aquele rapaz quis curtir comigo senti nojo, repulsa, ódio de mim mesma. Não vou mentir, sempre quis que tal acontece-se. E eis que chega esse dia, mas... preferia que nunca tivesse existido.

Já não é de agora que sinto este sentimento de nojo. Não é de agora que me acho gorda e feia. Não é de agora, é de há muito tempo...

Naquela noite deveria ter ficado contente. Porém, o facto de ele estar bêbado e de ter tentado curtir com a Mafalda  fez-me pensar que não valho nada. Foi recurso, a segunda opção de um bêbado!

 

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:19
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Vá, curte com ele!

Quando bebemos dissemos coisas que queremos e aquelas que queremos esconder. Depois de ter dito o que deveria e não deveria; depois de ter dito o quão me sinto sozinha e o quão odeio aquele por me ter feito sofrer, eis que elas decidiram (as minhas amigas) que deveria arranjar uma curte.

Na noite de ontem, um dos meus colegas trouxe companhia masculina. Um desses jovens, depois de ter tentado comer a Mafalda decidiu atacar-me.

Braço no meu ombro, cara quase colada na minha, afirmando perante as minhas amigas que me tencionava beijar mas, muito bebado! Porém, eu não estava a achar graça nenhuma às suas investidas (tirando o seu sotaque)... nem a ele nem a elas. Afastei-me e pedi-lhes para que não inventassem histórias porque não queria; mas elas insistiam e até o aconselhavam Sê meiginho e vai com calma! Enquanto uma o aconselhava, a outra falava comigo Qual é o mal Maria? A primeira vez não ter de ser especial! Se calhar nem o voltas a ver! E ele até é giro e esta interessado em ti...

Contudo, enquanto ela falava eu recordava a noite em que tive, quiçá, a melhor oportunidade de o ter beijado pela primeira vez... Foi a primeira vez que saimos como uma verdadeira turma, unida, uma família. Foi a única vez que tal aconteceu e, foi a única vez que o R. saiu connosco.

Nessa noite poderia ter dado o meu primeiro beijo, com aquele de quem eu realmente gostava. Mas, não foi capaz, apesar do incentivo das minhas amigas, tal como nesta noite.

A oportunidade surgiu quando quando ele regressava do bar e eu para lá caminhava (a pedido das minhas amigas). Trocamos olhares e próximos um do outro; questionou-me se estava a gostar da noite, respondendo-lhe sim e trocando sorrisos. Mas foram esses sorrisos que me fizeram fugir. Tive medo. Medo de arriscar, medo de que ele me rejeita-se, medo de pensar que aquilo poderia levar ao que eu tanto queria... ser dele e ele meu.

Quando recordo aquela noite, à minha mente regressam as frases com que me desculpei para não ter acontecido nada entre nós Não gosto de curtes! Não sou descartavél, em que alguém me usa e deita fora. Nem um troféu, na colecção de meninas comidas nas noites.

Ontem, às minhas colegas afirmei que Não conseguia. Se não tinha curtido com quem eu mais gostava, não o faria com um desconhecido.

Mas será que é o mais acertado? Afinal, não me imagino a gostar de outro alguém como do R. gostei.

Será melhor esperar por alguém de quem goste e que goste de mim? Será que, realmente, a primeira vez de um beijo não é assim tão especial? Será que realmente devo esperar?

Não me arrependo de lhe ter dado uma tampa. Não me arrependo mesmo. Afinal, foi a segunda opção, depois de a Mafalda também lhe ter dado uma tampa. Afinal não estava assim tão interessado como elas diziam...

A única coisa que me aborreceu foi o D., que pelos vistos também decidiu deixar-me pendurada ou então, desencontramo-nos (prefiro esta última hipótese, é mais simpática, apesar de saber que, possívelmente, a primeira é a mais acertada)!


p.s.1: As minhas amigas continuam a insistir que ele não estava bebado e ele afirma o mesmo; eu acredito no contrário.

p.s.2: E as mesmas dizem que deveria saber o que se passou ontem com o D., ou seja, mandar-lhe uma mensagem; eu estou na dúvida.

Estou a ouvir: Deolinda : não sei falar de amor
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 10:38
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Arrependimento...

Há dias que deveriam ser apagados da nossa vida.

Ontem foi um deles. Bebi demais. Fiz figuras que nunca faria sóbria. Disse o que não devia. Chorei, cai e vomitei. Desejei desaparecer, morrer, esquecer que existo. E hoje, percebi que fiz asneiras...

Arrependi-me de palavras e frases ditas sob influência do álcool.

Dizem que quando bebemos demais, dizemos a verdade. Será? Dizem que sob o efeito de umas quantas cervejas não recordamos o que fizemos ou dissemos na noite anterior e eu juro não ter consciência do que disse ou fiz.

Magoei pessoas às quais gosto muito, pessoas demasiado importantes para as perder... Se eu pudesse voltar a trás... Mas depois do mal feito não há como voltar a trás.

E agora? O que faço?

Só queria acabar com esta tristeza que carrego, atira-la contra a parede e vê-la desfazer em mil pedaços como um copo quando atirado ao chão.

Já deveria ter aprendido com os exemplos à minha volta, em que por mais que a vida insista em ser má, elas sorriem e enfrentam as dificuldades...

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:57
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Felicidade.

Convencemo-nos de que a vida será melhor depois... Depois de terminar o curso, depois de conseguirmos trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho e, então, depois de termos outro...

Logo nos sentimos frustrados porque os nossos filhos não são suficientemente grandes e, pensamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser meninos, depois desesperamos porque são adolescentes difíceis de aturar. Pensamos: seremos mais felizes quando deixarem essa fase.

Logo decidimos que a nossa vida será completa quando o nosso cônjuge estiver melhor, quando tivermos um carro melhor, quando pudermos ir de férias, quando conseguirmos progredir, quando nos reformarmos...

A verdade é que não há melhor momento para se ser feliz do que agora mesmo. Se não for agora, quando será?

A vida estará sempre cheia de desafios. É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora de todas as formas. Não há um troque nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é agora.

Aproveita cada momento que vives, o tempo não espera.

Assim, deixa de esperar até que termines a Universidade, até que saias de casa, até que te apaixones, até que encontres trabalho, até que te cases, até que tenhas filhos, até que percas esses dez quilos, até sexta à noite ou até domingo de manhã, até à Primavera ou Verão ou Outono ou Inverno, ou até que morras para decidir que não há melhor momento do que, justamente, este para seres feliz!

A felicidade é um trajecto e não um destino.

Trabalha como se não necessitasses de dinheiro, ama como se nunca te tivessem magoado, dança como se ninguém te tivesse a ver e sê feliz

 

(enviado ontem, por uma amiga, via email)

 

Arquivado em: , , , , ,
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 09:31
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Terça-feira, 31 de Março de 2009

O exemplo...

O meu caderno diário é uma autêntica gatafunhada de letras, setas, números... São apontamentos (se é que os podemos apelidar como tal!) de difícil compreensão e em que poucos o percebem, apenas eu própria (mal seria!) e uma ou outra pessoa.

Outrora, era das pessoas mais organizadas com os cadernos diários. Os títulos tinham uma determinada cor, os subtítulos igualmente, existiam bolinhas, tracinhos e mais uns quantos elementos de organização. Antes da minha entrada na Universidade, os meus cadernos diários eram a perfeição!

Agora tudo mudou. Se quero apanhar tudo (ou quase tudo) do que os professores dizem tenho de fazer tudo à baldas...

Graças a esta desorganização, vejo-me obrigada a passar diariamente em folhas que, posteriormente coloco num dossier, todas as informações recolhidas durante as aulas. Aqui sim, exijo profissionalismo (ou quase) a mim própria... Na verdade, é frequente encontrar pequenos vestígios de corrector pois, não raras as vezes, me confundo na minha desorganização.

Ontem, andava eu "numa de passar os apontamentos a limpo" (porque nem sempre apetece) e comecei pela cadeira sobre os autores contemporâneos da Sociologia. A meio da minha escrita, relembrei o momento em que o professor repetidamente diz a seguinte frase:

- Com certeza que nem todos  vocês escolheram Sociologia como primeira opção. Contudo, à medida que foram avançando foram-se identificando com o curso.

Nisto, a "Mafalda" diz-me:

- Ouvistes o que disse o professor?

- Ouvi. Mas eu sou especial e sou ao contrário.

Eis que ele prossegue no seu belo exemplo:

- Outros, em contrapartida, entraram na primeira opção mas, e espero que não seja esse o caso, começaram a não se identificar com o curso...

Olhei para a "Mafalda" e logo compreendeu em qual me encaixava.

Se ele soube-se o quanto eu o odeio quando ele utiliza este exemplo...

Estou a ouvir: Lifehouse : if this is goodbye
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:44
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Domingo, 22 de Março de 2009

Leituras do futuro.

Já consultei uma daquelas mulheres que afirmam prever o nosso futuro; foi à cerca de dois anos. Até então era muito céptica em relação a este assunto; fiz-lo pela curiosidade, para ver que "tretas" iria ela prever para o meu futuro.

Foi engraçado e sub real.

Começou por traçar o meu destino profissional. Entraria na Universidade, no curso que queria (na altura sim; hoje não), onde iria ter muito sucesso sendo o local para onde me deslocaria longe e sem amigos ou conhecidos. Depois preveu o futuro familiar e as relações sociais que iria estabelecer, ou seja, os potênciais amores e as amizades. Neste último, a senhora leu que eu me encontrava apaixonada mas não era correspondida...

- "Como sabe ela isto? Nem a minha mãe o imagina!" - Quando ela me diz isto o meu coração acelarou... 

Avançou nas suas previsões. Leu, nas suas cartas, que encontraria um rapaz com quem namoraria e outras coisas.

Quando sai só pensava numa coisa: "Como sabe ela do R.?" Depois raciocínie: "E qual é a rapariga que nunca gostou de alguém e não foi correspondida?!"; por isso, não dei grande credibilidade ao que ela me dizera, até à pouco tempo...

A R., uma amiga de Faculdade, viu o seu relacionamento de 5 anos terminar sem qualquer justificação. Deseperada, pediu ajuda duas destas profissionais, queria tentar encontrar um "porque" para o fim, uma justificação para as mudança de atitudes e de comportamentos dele. Simplesmente algo para a consolar. 

Na altura não ligamos, só o tempo poderia comfirmar o que por elas fora previsto. O avançar das semanas confirmaram as suspeitas das duas mulheres... Realmente, as coisas aconteceram.

Começei a acreditar. No entanto, comigo muito do que foi dito ainda não aconteceu. É certo que as coisas foram previstas para o final do curso e que ainda falta, pelo menos, um ano para tal.

Apesar deste últimos acontecimentos, continuo a não ligar muito. Contrariamente à R. (e até à minha mãe, a grande responsável pela minha visita de à dois anos), não faço das previsões destas senhoras a minha vida. Acredito que as coisas acontecem por algum motivo, tudo tem uma razão lógica, uma explicação. Para mim, o que tiver de ser, há-de-o ser, quer saibamos ou não. Acredito que depende de nós realizarmos os nossos desejos, sonhos e projectos... Mas, admito que sabe bem sabermos que algo que desejamos (ou não) se irá realizar...

Estou a ouvir: Nena Daconte : en que estrella estará
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:47
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Sábado, 21 de Março de 2009

Conversas de gajas.

Mostrei à "Mafalda" o perfil do D. no Hi5. Olhou, observou e deu o seu parecer:

 

- Olha que ele parece ser um bem girinho...

- Isso não é coisa que me importe muito. O que me interessa é saber que tipo de pessoa é.

- Parece ser um rapaz "bué" certinho.

- Aparentemente. Às vezes os mais certinhos são os piores.

Hoje estou: conversas de gajas.
Estou a ouvir: André Indiana : under the sun
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 12:58
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

D., o amigo virtual.

O D. é, aparentemente, um rapaz interessante (digo aparentemente porque não o conheço).

Tive a feliz (ou infeliz) casualidade de o conhecer numa rede social (algo parecido com o Hi5), quando decidi partilhar uma espécie de anedota. Ele comentou, mas eu não respondi. Mais tarde recebi uma mensagem privada do D. e não mais deixamos de falar. Estava longe de imaginar que isto seria o principio para uma amizade virtual.

Inicialmente considerava que o D. seria mais um daqueles rapaz interessados em conversas ordinárias e sujas, apesar de as mensagens privadas que enviava para a minha página pessoal demonstrarem o contrário. Pensava que o D. apenas queria o meu email para que fizesse o que muitas adolescentes fazem: ligar a web câmara e despirem-se para quem esta do outro lado (conheço quem o tenha feito). Enganei-me.

Ao longo de 4 meses, muita "tinta correu" (neste caso, muito escreveram os nossos dedos). Falávamos de um pouco de tudo: livros, amores, desgostos, tristezas, viagens, sonhos ... praticamente sabemos tudo um sobre o outro. Aliás, acrescentaria que nunca as conversas começavam por minha iniciativa; era sempre ele quem começava a conversar comigo. O tema sexo nunca surgiu... Ou melhor, ele chegou a ser comentado superficialmente (e apenas uma vez referiu uma fotografia com um decote).

Somos ambos descomprometidos, solteiros e carentes. Talvez por isso tenha manifestado interesse em me conhecer pessoalmente; ou talvez não. Talvez tencione conhecer mais uma amiga. Desconheço quais os motivos para ele me querer conheçer (e já pensei em milhares, boas e más). Os meus são claros: deixar de o tratar apenas como um "amigo virtual".

Na verdade, tenho dentro de mim um bichinho que me pede para o conhecer. Mas há medos. Mil e um medos de conhecer o desconhecido, de conhecer o D..

Graças a estes medos, decidi pesquisar histórias de amigos virtuais que se tornaram reais. Fiquei surpreendida. A maioria das histórias relatadas são negativas, de encontros que se tornaram pesadelos. Mas há um lado bom, daqueles que se conheceram e se tornaram amigos e, noutros casos, até namorados.

Desabafei com a "Mafalda" este assunto. Ela considera que deveria marcar esse encontro, mas com cuidado. Ou seja, deveria ir para um sítio movimentado, onde ela e o M. poderessem estar para o caso de acontecer algo mau, só para prevenir.

Sei que não poderei adiar por muito tempo este inevitavél encontro, porque eu própria o desejo. Mas gostaria de o fazer só para Maio, altura das festas académicas.

E vocês, o que acham?

Hoje estou: a precisar de conselhos!
Estou a ouvir: Lifehouse : hanging by the moment
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 14:56
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Mudanças.

Tive com a S. e com a L., as minhas duas grandes amigas de secundária (e que creio já ter falado delas um dos meus primeiros posts). Juntas, formávamos um grupo, companheiras de risotas e de saídas nocturnas, de trabalhos e de conversas de namorados, sexo, escola, futuro, sonhos... Éramos um grupo inseparável, onde estava uma estavam as restantes.

Já não as via à um ano; à um ano que não estavamos todas juntas.

A L. continua igual: bonita e atraente. À S. quase que nem a reconhecia e sinceramente não sei porque. Quanto a mim, segundo elas, estava muito diferente. Mas eu não concordo.

Exteriormente, sim, mudei. Aprendi a arranjar-me e emagreci (segundo o que dizem, porque eu cá não noto nada!). Sim, podemos dizer que mudei.

Interioremente não mudei. Continuo igual a mim mesma: tímida, complexada, confusa, triste e umas quantas coisas mais que não consigo descrever.

Num ano, podemos mudar muita coisa exteriormente... Mas o que fazer aquelas que permanecem internamente, aquelas que os outros não podem ver e que só nós as vemos e sentimos? Aquelas que aos poucos e poucos nos vão enfraquecendo?

Há anos que ando a tentar combater a angústia interna, mas parece que nada ajuda. Existe sempre algo que dificulta esse combate, que nos deixa sem saber o que fazer ou onde procurar as forças que necessitamos para tal.

Externamente todos nós mudamos. Internamente são poucos aqueles que os conseguem e os que não conseguem, vivem na angústia e na ânsia de alcançar a mudança.

Quiças, nem exterioremente eu tenha mudado...

Estou a ouvir: Enrique Iglesias : be with you
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:16
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Eu sou mesmo tonta! (parte 2)

Acordei cedo e segui a rotina habitual de sempre: tomar banho, vestir, maquilhar (sem grandes exageros), arranjar o cabelo...

Esperei que o telemóvel toca-se para saber se deveria esperar pela "Mafalda" para irmos juntas para a faculdade. Nada, no telemóvel não aparecia a tão aguardada mensagem. Segui sozinha o percurso, já ia atrasada.

Cheguei à sala de aula e nem sinal do professor ou dos restantes colegas de turma. "Talvez o professor ainda esteja doente e não venha" pensará eu.

Pelo caminho encontro um colega de turma:

- Então, Maria, não vais à aula?

- Eu ia, mas cheguei à sala e estava lá outra turma...

- Então mas a aula não é só às 10?

- É. Então que horas são?!

- 9h10!

Ok, decididamente isto só comigo!

Hoje estou: dorminhoca!
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 09:29
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Modernices tecnológicas

Já a algum tempo que falo com a C..

Não a conheço, nem tão pouco sei como conseguiu o meu email. É uma miúda nova, algo imatura. Normalmente pede-me conselhos amorosos ou ajuda com as tarefas escolares e, geralmente, não recuso apoia-la.

À cerca de uma semana desabafou comigo o fim do relacionamento que mantinha com um rapaz alguns anos mais velho do que a C.. Estava preocupada com a repentina mudança do namorado, que terminara sem uma justificação. Dei os conselhos, que achava mais plausíveis e correctos. Qual não é o meu espanto quando percebo que ela nunca manteve contacto físico com esse rapaz, que o namoro dela era virtual!

Fiquei espantada e horrorizada!

Tentei, então, explicar-lhe que namoros pela internet quase sempre dão mau resultado. Tentei alertar-lá para os riscos que poderia estar a correr.

Ok, devo confessar que eu também falo com um rapaz que não conheço à cerca de 4 meses, mas vai da ia a apaixonar-me ainda falta um  longo caminho (se é que existe neste casos)...

Aparentemente, a C. abriu os olhos e decidiu não ligar mais nenhuma aquele rapaz que conhecera na internet.

Hoje voltamos a falar sobre ele. Disse-me que o iria esquece-lo e começou a falar-me de um rapaz palpável e real que mora perto dela. Dei-lhe o meu apoio. Nada de anormal, até ela me dizer que estava a falar com ele, pelo telemóvel, e que já o pedirá em namoro!

Ok... Eu talvez seja muito retrógrada ou talvez excessivamente romântica e sonhadora, mas desde quando se pede alguém em namoro por telemóvel?! Mais, o que será o amor para as novas gerações?! A C. dizia amar, em apenas um mês, um rapaz que nunca virá!

Cada vez mais me choca a forma como as novas gerações encaram a vida em todas as suas formas...

É chocante que as novas tecnologias substituirá o que outrora eram momentos importantes na vida de cada um de nós, tal como o pedir em namoro; e é revoltante a forma como os mais novos olham o amor... Em apenas um mês diz-se amar alguém, quando na realidade, amar é muito mais do que uma troca de beijos e de sexo.

 

 

Hoje estou: chocada.
Estou a ouvir: Deolinda : eu não sei falar de amor
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 21:10
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Memórias.

Decidi mergulhar nas lembranças passadas, naquelas que ainda hoje marcam o meu presente. Procurei as fotografias escondidas dos passeios, as cartas escritas pelas colegas de colégio no dia dos namorados e as dedicatórias feitas não há muitos anos pelas amigas de liceu.

Ao reler uma carta enviada, por uma colega, pela altura dos dias dos namorados, senti as lágrimas correm-me pela fase. Nela, reli uma frase que me marcou naquele dia e que me fez reviver-lo novamente:

 

"Maria, espero que encontres o teu príncipe encantado, para calares as más línguas... E, desculpa tudo o que já te fiz e o que te disse hoje."

 

Tentei relembrar o que me teria dito ela naquele dia, mas não consegui. Talvez melhor assim.

Contudo, ao abrir a carta senti entrar em mim a mesma tristeza de outrorá. A primeira frase da minha colega marcara-me. Depois de a ler, agarrei-me à almofada e deixei as lágrimas cair, questionando-me que "más línguas" seriam as que de me mim se diziam. Curiosamente, poucas foram as lágrimas que correram...

Então pensei: "Realmente encontrei o meu príncipe encantado: a solidão".

 

 

 

 (editado às 19:36, 28 de Fevereiro)

Hoje estou: recordando.
Estou a ouvir: Marisa Monte : dança da solidão
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:24
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Sinto(-me)...

estranha...

confusa...

esquisita...

aborrecida...

triste...

deprimida...

vontade de chorar...

vontade de gritar...

vontade de desaparecer e jamais voltar.

 

O pior é não conseguir descrever o que sinto, o que me vai na alma.

Hoje estou: triste.
Estou a ouvir: Ivete Sangalo : a lua que eu te dei
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 17:57
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Mar.

Gosto de olhar o mar. Gosto de me sentar na rocha ou na areia e de o observar, enquanto vaguei nos meus pensamentos. É incrível como ele nos transmite um conjunto variado de sentimentos e emoções.

Se por um lado ele nos transmite paz, esperança e sonhos, por outro ele é sinónimo de medo e respeito. Quando o observo, sentada na areia, admiro-lhe a grandeza e a força e todo o conjunto de sensações que em mim desperta.

Tenho o privilegio de morar junta ao rio e proximamente do mar. Quando me sinto em baixo, mesmo não estando junto dele, penso no mar e quando posso, caminho ao seu encontro. Chegada ao destino, penso nos medos que ele causa, no respeito, na admiração que sinto, na esperança que ele me transmite.

Quando era pequena e via o mar revolto, pensava que ele estava assim porque estava zangado com os homens. Hoje, quando assim no vejo, sinto a tristeza a desaparecer, dominada pela alegria expectativa de um futuro melhor. E mesmo quando o mar esta calmo, todos os meus males desaparecem...

Tranquilamente ou revoltoso, o mar faz-me esquecer, por algum tempo, o mundo de loucos em que vivo. Faz-me acreditar na magia dos sonhos, no poder da amizade, na segurança da família, num mundo melhor. É com ele que tomo as decisões mais importantes e é com ele que acredito no amor, na felicidade, na amizade, na alegria, na força. Diz-se que depois da tempestade, bem a bonança e é com ele que este velho ditado faz sentido: depois de um mar revolto, em que domina o medo, chega um mar calmo, tranquilo, trazendo esperança,  alegria, paz...

É junto ao mar, e até mesmo junto ao meu rio, que encontro a paz que necessito. Mesmo estando longe dele, basta imaginá-lo na minha mente e contemplar-lhe as fotografias tiradas por mim ou encontradas neste mundo virtual, para tudo melhorar. Eis o motivo para o fundo escolhido...

 

Hoje estou: pensativa!
Estou a ouvir: Mafalda Arnauth : o mar fala de ti
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 14:37
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Um prémio como recompensa...

Ufa!

Depois de cerca de uma semanas a estudar Marx e companhia, eis que finalmente se realiza o segundo exame de época de recurso.

Poderia estar feliz e descansada visto que já fiz o exame, mas não, estou mais uma vez aborrecida comigo própria! "Matei-me" a estudar e o resultado é fazer a cadeira para o próximo ano. Eu sei que não se deve tirar conclusões antes do tempo, mas neste caso a taxa de aprovação é baixa... Enfim, junto-me a uma "carrada" de pessoal que vai fazer a cadeira no terceiro ano! Pelo menos sinto-me feliz, não sou a única...

E de que forma me alegrar?  Exactamente, chocolate... E se for chocolate preto melhor ainda!  

E como uma coisa boa não bem só, eis mais um prémio para o meu cantinho!

 

Um muito obrigada a querida Estrela por este brinde!

Quanto aos contemplados, eis a lista:

Há e antes que me esqueça, para a minha amiga "Mafalda" (que apesar de ter blog não tem paciência para ele) que também teve um mau dia!  Mais uma que se junta ao clube dos que fazem Marx e companhia para o próximo ano, né?!

Enfim...

Hoje estou: contente!
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:22
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Numa pausa...

Parei para reflectir, pois não me compreendo. 

Não sei o que se passa comigo... Talvez cansaço de uma época longa, em que os livros, papéis e canetas passam a ser a nossa melhor companhia. Talvez seja do tempo, ora com sol, ora com chuva, frio e vento. Talvez seja da mágoa, da tristeza, da desilusão. Talvez.... Talvez seja tanta coisa que não consigo traduzir!

Estou a realizar um sonho, um desejo. Estou onde cria e onde muitas queriam estar, conseguindo óptimos resultados, fazendo esquecer brevemente a tristeza... Tenho excelentes amigos que me dão o apoio de que necessito. E uma família... Dois pilares fundamentais para construir um caminho rumo à felicidade!

Mas falta algo...

Procuro encher a cabeça e o tempo com coisas para esquecer, temporariamente, a desilusão da vida. Mas, às vezes não chega e eis que bate à porta novamente a solidão acompanhada dos seus inúmeros "amigos": a tristeza, a dor, o desespero, a raiva...

É engraçado saber que à minha volta todos, mais ou menos bem, conheceram o quão gostoso pode ser saber que alguém se preocupa connosco, que goste de nós como somos, que nos dê carinho, amizade, respeito ... e não falo apenas da familia e dos amigos. Eles são importantes, mas não chega.

Nas novelas, nos filmes, nas séries, nos livros de romance existe sempre o final feliz. Aquele em que alguém acaba sempre com alguém, conhecendo o amor. Mas porque existe sempre o final feliz, aquele do "... e viveram felizes para sempre ..."?

Os amigos e a familia preenchem uma parte de mim, mas não a completam. Aliás, poucos serão aqueles que se satisfazem apenas com estes dois pilares.

Falta o pilar do amor... Aquele que todos nós procuramos e que apenas alguns o conheçem.

Não compreendo esta necessidade incessante de conhecer o amor... Não compreendo o amor e as relações que se criam... E porque ansiamos todos nós pelo amor?

A vida é feita de inúmeras perguntas sem resposta. Por mais que tentemos encontrar as respostas para essas dúvidas, nunca satisfazemos a nossa curiosidade.

Quero conhecer o amor e sei que necessito disso. Porque? Não sei... Talvez para deixar de me sentir cansada. Talvez para o sol comece a brilhar todos os dias e não apenas quando as condições metereológicas o permiem. Talvez para parar de sentir esta tristeza, mágoa, revolta, dor, que ora vai ora bem. Talvez para eliminar a solidão do meu caminho e do meu coração. Talvez, porque é o percurso natural da vida...

 

Hoje estou: em baixo!
Estou a ouvir: Lulla Bye : a bigger plan
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 21:40
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mentira.

À músicas que me tiram fora de mim...

João Pedro Pais tem uma música da qual fujo, não gosto, odeio... Gosto do cantor e da generalidade das músicas, mas daquela não! Fico deprimida, com a lágrima ao canto do olho.

Os meus colegas e amigos não percebem porque odeio-a tanto, porque não lhe posso ouvir o inicio! Custa-me escrever disto, falar seria mais doloroso... 

Porque? Porque ele volta aos meus pensamentos, ele, o R..

O R. foi a minha primeira (e talvez, a única) grande paixão que tive até hoje. Sem pedir autorização, a amizade e a atracção misturaram-se e quando dei por isso estava apaixonada... Apaixonada por um colega de turma, demasiado cobiçado pelas meninas e que nunca irei olhar para a menina mais gordinha e feia da turma [e neste momento, as primeiras lágrimas correm-me pela face]... Vivia na mentira, sonhando inocentemente as histórias que via na televisão, nos inicios que imaginava de uma relação a dois. Queria, desejava, sonhava em que isso acontece-se! De facto, ele era só meu quando fechava os olhos, apenas quando os fechava...

Gostar dele teve coisas boas e más... Aprendi que sonhar demais e pensar que tudo é igual às novelas nos conduzem a uma vida de mentiras...

Nunca namorei, nunca beijei e eis uma das minhas maiores mágoas. Tenho medo da solidão, de não saber o que é ser amada e amar ou de não saber qual o "sabor" de um beijo. Queria que o primeiro fosse dele...

Sinto viver numa mentira... Digo que não quero saber de namorados ou rapazes, mas no fundo, quero, preciso, necessito... Já não sei mais o que quero!

Só não quero viver na ignorância, no medo, na solidão, na procura de alguem que não existe...

Fartei-me de ouvir que o meu "príncipe encantado" esta a caminho, ao virá da esquina, onde menos pensar! É tudo mentira...

Dizem que me devo "soltar" mais, falar mais, ser menos fechada, sair mais... Talvez.

Gostar do R. não foram só aprendizagem; gostar do R. significou tornar-me mais céptica em relação ao amor. Tornei-me mais fria, eu sei... Deixei de acreditar no amor para toda a vida, em "príncipes encantados", em "Romeus e Julietas"...  

Porque não sou totalmente feliz? Porque não encontro alguém que ocupe o lugar da solidão? Porque fico sempre com a lágrima quando oiço aquela música? Porque estas contradições? Para que o amor? Para que sofrer? Será que sou assim tão feia ou timida que afasto quem quer que seja? Tantos "porques, serás e para que's" sem respostas!

Sinto-me uma egoísta... Aliás, sou uma egoísta! Há pais que choram os filhos desaparecidos à anos; pessoas que morrem à fome, ao frio, pela guerra... E eu? Eu choro por não saber o que é o amor!

No fundo, todos nós somos egoístas: queremos sempre mais do que já temos, quando muitos dariam tudo para ter metade do que nós temos...

"Mentira" é o nome da música [e termino sem mais lágrimas, creio que já as chorei todas em nome do amor; escrever faz-me bem!]...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 23:54
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

As coisas boas da vida...

Não ligo muito a mensagens correntes. Algumas acho-lhes piada e reenvio-as, a outras mando-as directamente para o lixo.

Ontem recebi mais uma dessas mensagens correntes de um amigo. E gostei! Apesar de no final vir com a treta de sempre (envia esta mensagem a não sei qauntos amigos em meia hora, ou terás não sei quantos anos de azar; enfim, aquela treta de quase todas as mensagens correntes!), a mensagem deixou-me com um sorriso na cara... Nunca tinha pensado como certas coisas me deixam alegres e me alteram o animo...

Eis a mensagem:

 

 "Pensa em cada um dos pontos antes de passares para o seguinte...
      FAR-TE-Á SENTIR BEM, principalmente o pensamento final  

 

AS COISAS BOAS DA VIDA

1. Apaixonar-se.
 2. Rir tanto até que as faces doam.
 3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
 4. Um supermercado sem filas nas caixas.
 5. Um olhar especial.
 6. Receber correio (pode ser electrónico...).
 7. Conduzir numa estrada linda.
 8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
 9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
 10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
 11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
 12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
 13. Uma chamada de longa distância.
 14. Um banho de espuma.
 15. Rir baixinho.
 16. Uma boa conversa.
 17. A praia.
 18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
 19. Rir-se de si mesmo.
 20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
 21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
 22. Rir por nenhuma razão especial.
 23. Alguém que te diz que és o máximo.
 24. Rir de uma anedota que vem à memória.
 25. Amigos.
 26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
 27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
 28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
 29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
 30. Brincar com um cachorrinho.
 31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
 32. Belos sonhos.
 33. Chocolate quente.
 34. Fazer-se à estrada com os amigos.
 35. Balancear-se num balancé.
 36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
 37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
 38. Ir a um bom concerto.
 39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
 40. Ganhar um jogo renhido.
 41. Fazer bolachas de chocolate.
 42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
 43. Passar tempo com amigos íntimos.
 44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
 45. Andar de mão dada com quem gostamos.
 46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas ou más) nunca mudam.
 47. Patinar sem cair.
 48. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
 49. Ver o nascer do sol.
 50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
 51. E ver a tua cara a ler esta mensagem.

Amigos são anjos que nos levantam pelos pés quando as nossas asas não
conseguem lembrar de como se voa."

Sim, fiquei logo com outra cara... Por tudo o que estava escrito! Apesar de nunca ter feito algumas coisas, tais como patinar sem cair, o primeiro beijo ou andar de mãos dadas com quem se gosta, fiquei a pensar... Afinal, há sempre coisas boas no mais simples da vida!

Ainda acrescento à lista do meu amigo:

- Chocolate.

- Roupas novas.

- Dançar até não poder mais.

- Um bom livro.

- Um bom cinema.

- Uma viagem inesquecível.

- Escrever.

- Enfim, tanta coisa 

Hoje estou: contente!
Estou a ouvir: Quinta do Bill : se te amo
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 12:04
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