Sábado, 18 de Abril de 2009

A carta no Rio.

Acordei cedo, depois de uma noite mal dormida. Tomei banho, vesti-me e arranjei-me. Nada de especial, numas horas estaria em casa.

Procurei um caderno, onde pudesse escrever o que sentia. Comecei a escrever, numa espécie de rascunho. Mas, depois parei:  Para que escrever em rascunho, se esta é uma carta de despedida? - pensei eu.

Parei de escrever no caderno e peguei em algumas folhas guardadas numa capa e assim a recomecei, escrevendo apenas o que sentia, sem me preocupar com a apresentação ou organização...

Escrevi tudo o que sentia, o que me vinha à alma, o que o meu coração mandava e aos quais as minhas mãos obedeciam. 

Nem uma lágrima deita. Noutras alturas, sempre que de ti falava as lágrimas depressa corriam e as palavras que o meu coração ditava não chegavam ao fim. Desta vez foi diferente... Apesar de sentir me sentir triste, terminei a minha carta, aquela que eu já deveria ter escrito à muito tempo.

Comi apressadamente. Queria despedir-me de ti antes que começa-se a chover. Não queria perder a coragem, como outras alturas acontecera.

Liguei o MP3, entrei no elevador e apanhei o autocarro que me levaria para junto do Rio. Será que isto me vai ajudar a esquecer-te e a escrever uma nova página na minha vida? - pensará eu ao longo do percurso.

Cheguei à paragem e pensei em desistir: De que me valeria deitar uma carta ao Rio?. Contudo, sentia que era o melhor que poderia fazer; de nada poderia servir, era apenas uma simbólica despedida a um amor que nunca existiu mas, talvez ajuda-se.

Uma leve chuva comecou a cair e a minha dor de cabeça novamente regressou quando me apróximava do local.

Escolhi um local isolado, junto aos patos que por ali andam, e onde dobrei em vários papéis a carta... e atirei-a ao Rio. Fiquei a olha-la um pouco, muito pouco tempo, talvez segundo. Não por causa da chuva, mas porque me sentia demasiado triste para ficar ali.

Já algo distânte, olhei de novo para o local, olhei para o rio e para a cidade.

Não posso continuar a viver do passado, esperando que ele traga quem eu sempre quis ou, quiçá, alguém semelhante... Não posso continuar a viver pensando no que poderia ter sido se eu tivesse tido a coragem, a força de por ti ter lutado... Simplesmente não posso continuar a sofrer... Quero parar de me lamentar...

E tal como tu, quero seguir a minha vida e encontrar alguém, alguém a quem possa ofercer o que tu não quissestes, alguém a quem possa dizer palavras doces, com quem possa olhar as estrelas, onde possa partilhar os meus problemas, as dúvidas, os receios, as alegrias, vitórias... Queria que, simplesmente, tivesses sido o meu primeiro namorado.

R., guardarei os bonitos episódios que vivemos, lembrar-me-ei de ti não como alguém que me fez sofrer, mas sim como um bom colega de turma e um excelente amigo.

Lançada a carta ao Rio, quiçá uma nova página escreva na minha vida... Porque eu só quero ser feliz!

 


Nunca digas que esquecestes um grande amor. Diz apenas que já podes dizer o seu nome sem que os teus olhos se encham de lágrimas.

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:19
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É hoje...

 

... porque eu quero ser feliz ...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:45
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Desabafos da minha Alma!

Preciso de desabafar!

Preciso de escrever!

Preciso de me libertar desta dor, que por vezes, me vai sufocando!

Nunca foi de palavras... Nunca gostei de falar sobre mim, sobre as minhas dores, de mostrar os meus sentimentos... Finjo estar sempre tudo bem, mas lá no fundo, sei que não está. E, quando estou sozinha, acompanho as minhas dores, que transmito para o papel, com uma dose de lágrimas.

Mas, hoje fartei-me!

Fartei-me de escrever, para depois rasgar! Fartei-me de esconder as folhas do meu sofrimento para que outros não vejam. Hoje, decidi que iria escrever um blog.

Parece contraditório. Afinal, para que escrever um blog se escondo as folhas de papel? Para que escrever um blog se posso sempre apagar?

Não sei. Apenas sinto necessidade de escrever; escrever permanentemente, hoje, amanhã e passado. E, sinto que ao criar um blog, posso desabafar sem ser descoberta, mesmo que ninguém o leia. 

Ninguém precisa de saber quem sou: sou uma jovem como tantas outras! Marias há muitas!

Não sei quanto tempo irá durar...

Apenas sei que escreverei o que me vier à cabeça... o que a minha alma mandar!

Hoje estou:
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 10:35
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