Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

"É uma pessoa com garra?"

Gosto de fazer testes. Gosto daqueles testes que se encontram na internet, uns mais parolos e divertidos, outros mais sérios.

Hoje, na página principal do Sapo, encontrei um desses testes... Um teste destinado às mulheres. Eis o resultado:

 

É o oposto de uma pessoa enérgica e com garra. Isola-se no seu mundo e tem medo de experimentar coisas novas. Tente alterar essa atitude pois a sua vida corre o risco de se tornar insípida e cinzenta.

Interesse-se mais pelo que se passa à sua volta e seja mais disponível para as outras pessoas. A mudança vai enriquecê-lo e fazê-lo sentir-se mais feliz. Se não o conseguir fazer sozinho, peça ajuda a um psicólogo.

 

É uma pessoa com garra?

 

Pois...

A exacta descrição de minha pessoa.

Hoje estou: sem força!
Estou a ouvir: Bruce Aisher : fading
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 16:20
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mentira.

À músicas que me tiram fora de mim...

João Pedro Pais tem uma música da qual fujo, não gosto, odeio... Gosto do cantor e da generalidade das músicas, mas daquela não! Fico deprimida, com a lágrima ao canto do olho.

Os meus colegas e amigos não percebem porque odeio-a tanto, porque não lhe posso ouvir o inicio! Custa-me escrever disto, falar seria mais doloroso... 

Porque? Porque ele volta aos meus pensamentos, ele, o R..

O R. foi a minha primeira (e talvez, a única) grande paixão que tive até hoje. Sem pedir autorização, a amizade e a atracção misturaram-se e quando dei por isso estava apaixonada... Apaixonada por um colega de turma, demasiado cobiçado pelas meninas e que nunca irei olhar para a menina mais gordinha e feia da turma [e neste momento, as primeiras lágrimas correm-me pela face]... Vivia na mentira, sonhando inocentemente as histórias que via na televisão, nos inicios que imaginava de uma relação a dois. Queria, desejava, sonhava em que isso acontece-se! De facto, ele era só meu quando fechava os olhos, apenas quando os fechava...

Gostar dele teve coisas boas e más... Aprendi que sonhar demais e pensar que tudo é igual às novelas nos conduzem a uma vida de mentiras...

Nunca namorei, nunca beijei e eis uma das minhas maiores mágoas. Tenho medo da solidão, de não saber o que é ser amada e amar ou de não saber qual o "sabor" de um beijo. Queria que o primeiro fosse dele...

Sinto viver numa mentira... Digo que não quero saber de namorados ou rapazes, mas no fundo, quero, preciso, necessito... Já não sei mais o que quero!

Só não quero viver na ignorância, no medo, na solidão, na procura de alguem que não existe...

Fartei-me de ouvir que o meu "príncipe encantado" esta a caminho, ao virá da esquina, onde menos pensar! É tudo mentira...

Dizem que me devo "soltar" mais, falar mais, ser menos fechada, sair mais... Talvez.

Gostar do R. não foram só aprendizagem; gostar do R. significou tornar-me mais céptica em relação ao amor. Tornei-me mais fria, eu sei... Deixei de acreditar no amor para toda a vida, em "príncipes encantados", em "Romeus e Julietas"...  

Porque não sou totalmente feliz? Porque não encontro alguém que ocupe o lugar da solidão? Porque fico sempre com a lágrima quando oiço aquela música? Porque estas contradições? Para que o amor? Para que sofrer? Será que sou assim tão feia ou timida que afasto quem quer que seja? Tantos "porques, serás e para que's" sem respostas!

Sinto-me uma egoísta... Aliás, sou uma egoísta! Há pais que choram os filhos desaparecidos à anos; pessoas que morrem à fome, ao frio, pela guerra... E eu? Eu choro por não saber o que é o amor!

No fundo, todos nós somos egoístas: queremos sempre mais do que já temos, quando muitos dariam tudo para ter metade do que nós temos...

"Mentira" é o nome da música [e termino sem mais lágrimas, creio que já as chorei todas em nome do amor; escrever faz-me bem!]...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 23:54
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Resposta a comentário.

Decidi responder ao comentário da Lui num post.

Em parte concordo com a tua opinião, quando dizes que devemos amar-nos de qualquer forma. Contudo, nem sempre é assim.

Em tempos houve que aqueles a quem chamava de amigos me quiseram moldar ao seu gosto. Diziam aquilo que consideravam ser o melhor para mim, mas no fundo o que procuravam era alguém com quem gozarem. Sim, foi considerada a "patinha feia da turma"... Quando recordo esses tempos vejo uma menina ingénua que se deixou levar pelas opiniões alheias, tentando agradar a todos e sem que ninguém se preocupasse com as suas ideias.

Hoje em dia, em parte, creio que as coisas alteraram. Já não me deixo influenciar pelas ideias ou opiniões de terceiros. Procuro privilegiar o que sinto. Se antes ficava em baixo quando era alvo de gozo, agora procuro não dar importância a quem nada de interessante tem para dizer.

No entanto, isto nem sempre acontece. Às vezes nem é necessário um gozo ou frases maldosas, acontece sem querer... Por vezes deixamos de gostar de nós por lembranças passadas,  não valorizando o que realmente somos; e é isto que eu quero que deixe de acontecer.

Sempre ouvi dizer que antes de encontramos a nossa "cara metade" precisavamos de gostar de nós. Talvez seja uma ideia pré-concebida. Talvez nem seja necessário haver um grande amor por nós, talvez as nossas próprias fragilidades ajudem a aproximar essa "cara metade".

De qualquer forma, creio ter chegado a uma fase em que começo a gostar de mim... Com alguma insegurança e receio, mas sei que estou lá perto. 

Não sei se me fiz entender; é algo de dificil tradução para mim...

Fico-me por aqui, acerca daquilo que me vai na alma.

Falando noutra prespectiva  (sociologicamente falando... visto que ando a estudar estas coisas...), atribui-o uma parte da culpa à sociedade em que vivemos. Já deu para perceber que a sociedade, através da TV, da publicidade, das revistas, dos modelos, etc., transmite ideias acerca do corpo da mulher e do homem que não correspondem à realidade. Crianças e jovens interiorizam aquilo que lhes é ensinado pelos poderos meios de comunicação social, interiorizam valores que, muitas vezes, são os errados. Acabam por achar que o mais importante em alguém é o seu exterior, a sua beleza e forma física e esquecem o interior.

É engraçado ver, por exemplo, os Morangos com Açucar em que todas as actrizes e actores hesivem belos corpos; e os mais gordinhos?! Curiosamente, na Rebelde Way (sim, vi alguns episódios...) uma das actrizes é gordinha. Por coincidência, a personagem desta é o de uma jovem obsessiva pelo primeiro e único namorado que teve (também tenho o habito de ler os resumos das novelas na "Notícias TV" do JN). E assim ensinamos os miúdos ou a gozarem com quem é gordinho ou a interiorizarem que os mais gordos são obsessivos e violentos e mais não sei o que. Por este e outros motivos deixei de ver o lixo que a nossa televisão transmite.

Acerca deste último assunto tinha tanto que escrever, mas o melhor é ficar por aqui. (só espero é transmitir estas ideias para o trabalho acerca da televisão!)

Hoje estou: inspirada!
Estou a ouvir: Klephet : embora doa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:01
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Complexos.

Ando a superar-me...

Desde miúda, mais propriamente desde os 5 ano de escolaridade, que criei imensos complexo com o meu corpo. Desde essa altura que criei uma espécie de ódio-amor por mim própria, ora me adoro, ora me ódio; sendo o mais habitual, ódiar-me.

Um dos meus complexos diz respeito à pernas. Nunca gostei delas! Se pudesse, já à muito que as tinha cortado e trocado por outras... Sempre as achei gordas de mais quando comparadas com a maioria das miúdas.

Ora, graças a este complexo, sempre foi incapaz de usar saias acima dos joelhos, nem que fosse só um bocadinho! Este complexo já me trouxe muitos desgostos e tristezas, já me impediram de fazer muita coisa... Fartei-me!

Hoje, eu e a I. de-mos uma de "baldas". Não fomos à aula e andamos a passear e a conversar. Numa das ruazitas, encontramos uma loja em promoção de Natal. Entramos, tipo devoradoras de roupa (sim, se fosse possível, traziamos a loja inteira!), cuscando todo o tipo de roupa. Eis que minha pessoa encontra um lindíssimo vestido castanho e toca a experimentar! Sai-o dos provadores à procura da I., todas as mulheres a olharem para mim (vai-se lá saber porque!), e quando a encontro diz-me:

I. - Estas linda! Fica-te tão bem!

Eu - Não sei, isto é um bocado curto...

I. - Não é nada, esta-te tão bem!

Quando olho à minha volta, tenho as mulheres todas a abanar com a cabeça a dizer que sim. Comprei o vestido e não me arrependo.

Os meus complexos tem me impedido de muita coisa... Não é do dia para a noite que se muda algo que esta, de tal maneira entranhado em nós, que parece não querer sair por mais força que se faça... vai-se mudando. Preciso de ganhar mais confiança em mim, amar-me. Não é fácil... Nada é fácil.

Não é com dois vestidos mais curtos que me vou passar a adorar e a deixar os complexo no caixote do lixo. Vou tentado, dia a pós dia, mudar a minha maneira de ser.

Já pensei desistir, mas olho o passado, para que voltar a desistir de mim?! Fiz-o uma vez, não o farei segunda vez, não quero nem posso...

Hoje estou: complexada!
Estou a ouvir: TT : faz acontecer
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 17:52
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Florbela Espanca:

Não sei muito bem o que escrever... Tinha tanto para escrever, mas não encontro as palavras certas para traduzir o que sinto.

Gosto de Florbela Espanca. À pouco tempo comprei o livro "Sonetos" e encontrei dois poemas que traduzem bem o que sinto:

 

"Aqueles que me têm muito amor

Não sabem o que sinto e o que sou...

Não sabem que passou, um dia, a Dor

À minha porta e, nesse dia, esntrou.

 

E é desde então que eu sinto este pavor,

Este frio que anda em mim, e que gelou

O que de bom me deu Nosso Senhor!

Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

 

Sinto os passos da Dor, essa cadência

Que é já tortura infinida, que é demência!

Que é já vontade doida de gritar!

 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,

A mesma angústia funda, sem remédio,

Andando atrás de mim, sem me largar!"

("Sem Remédio")

 

 

"Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:

«Parece Sexta-feira de Paixão

Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,

Sempre a pensar na dor que não existe....

 

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!

Faça por estar contente! Pois então?!...»

Quando se sofre, o que se diz é vão...

Meu coração, tudo, calado, ouviste...

 

Os meus males ninguém mos adivinha...

A minha Dor não fala, anda sozinha...

Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!...

 

Os males de Anto toda a gente os sabe!

Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe

Nos cem milhões de versos que eu fizera!..."

("Impossível")

 

Hoje estou: deprimida!
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Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:31
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Alegria entre a dúvida.

O fim-de-semana (no meu caso, prolongado !) trouxe a confirmação...

Esta sexta-feira descobri que perdi entre 10 a 15kg . Ainda não cheguei aquilo que defini como "o meu peso ideal", mas estou no bom caminho .

Já todos me tinham dito que estava "consideravelmente mais magra" e alguns até me questionavam se estava doente, mas só a confirmação da balança me deixou alegre. Sinto-me mais confiante; a minha auto-estima elevou-se um pouco mais.

Mesmo assim, decidi que iria fazer uma visitinha a um nutricionista. Mas não só...

No meio desta alegria, saltou-me a dúvida se não deveria procurar apoio num psicologo .

É certo que até agora nunca o necessitei... Bem ou mal tenho conseguido lidar com os meus sentimentos; no entanto, eles ficam cá dentro. Parecem virus que não se libertam por nada e, ora estou bem, ora estou mal .

Por outro lado, acho que não tenho um motivo forte para lá ir... Se me perguntam porque decidi ir lá, a reposta será, provávelmente: "não sei" (pois nem eu própria o sei) . Uma parte em mim diz-me que devo, a outra diz-me que não...

Quarta-feira irei marcar a consulta para a nutricionista; nessa altura decidirei o que fazer.

Hoje estou: confusa!
Estou a ouvir: Sara Bareilles : love song
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 19:14
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Vida confusa.

Sinto-me triste... Sinto-me em baixo... Sinto vontade de chorar...

Pergunto-me porque, mas não encontro a resposta. Não raras as vezes sinto-me assim.

Talvez tenha sido da frase "quero um namorado!" ou da música que me fez lembrar aquela pessoa especial...

Sinto-me estúpida, cada vez mais estúpida e parva. Não encontro um motivo, uma causa, nem sei o que escrever neste post... Apenas sinto isso: vontade de chorar de fugir!

À semanas que ando a tentar lutar contra os meus medos: a solidão, a timidez, a vergonha... Parece que cheguei a uma fase da minha luta em que começo a perder as forças.

Pergunto-me, para que isto, porque mudar?!

A minha cabeça está uma verdadeira confusão (como este post)... Preciso de organizar as ideias, o que quero, traçar um objectivo...

Será que é assim tão complicado pedir para se ser feliz?!

Amanhã (talvez) escreva algo decente e claro...

 

Hoje estou: numa confusão!
Estou a ouvir: Ala dos Namorados : caçador de sóis
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:52
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Mágoas passadas...

À momentos na nossa vida que recordamos coisas que à anos tentamos apagar.

Mágoas passadas que marcaram uma época, uma fase da minha vida em que quase desisti de mim, de tentar, de lutar, de mudar...

 

Ano de 1999, 5º ano: nova escola, novos ares, supostos, novos amigos.

Entrei para um colégio privado, segundo muitos, o melhor da zona. Colégio liderado por dois padres professores. Colégio onde se misturavam os ricos, meninos e meninas de médicos, professores, advogados, engenheiros, etc., e os menos ricos, meninos e meninas cujo os pais trabalhavam em empregos menos prestigiantes e, eu, incluía-me nestes últimos.

Quando entrei, já era um bocadito gordinha, mas pouco... O meu peso não deveria variar muito do das outras meninas, tinha um bocadito mais de barriga.

Ano de 2000: segunda operação à garganta (não sei muito bem a que, o nome é estranho e não me recordo). Se até então era miúda de comer pouco, a partir daqui o meu apetite começou a crescer. Comecei a comer mais, em maiores quantidades.

Mas, é também ano de entrada na puberdade (não da menstruação, que veio mais tarde), mas sim das borbulhas! A minha auto-estima é fortemente abalada. Começo a comer para esquecer!

Ano após ano, começo a engordar. E, como isto, começo a evitar as aulas de educação física, sobretudo as aulas do primeiro período. Porque? Simples, era o período do atletismo: correr e mais correr... era sempre a última!

Nova operação, um quisto. Não me recordo ao certo do ano, talvez, 2002.  

Se as aulas de desporto eram pouco frequentes, a partir daqui começaram a aumentar. Mas não muito. O meu professor ia-me motivando, mas era preciso mais. Os colegas e supostos amigos nunca ajudaram. A partir deste ano, o meu peso foi aumentado até chegar aos 95kg.

Os anos do colégio foram, provavelmente, os piores! Diversas vezes abandonei os jogos a chorar, outras vezes passava os intervalos no sitio mais escondido, sozinha ou a chorar.

Comia para esquecer. Esquecer que era a mais gordinha, o "bombo da turma", aquela a quem todos gozava e humilhavam.

De 1999 a 2004 imensos pensamentos inundaram a minha alma, a minha cabeça... Por diversas vezes pensei em desistir de mim... Outras vezes, pensava em tentar emagrecer, mas alguém parecia adivinhar o que queria e destruía-me com gozos e palavras menos bonitas... Foi através deles que descobrir o que era uma depressão...

 

Estes foram os anos, porventura, mais tristes da minha existência e são aqueles que eu quero esquecer. Não é fácil, mas quando olho para trás, sinto que isso me fez crescer.

Hoje, não desisto, nunca, jamais! Eu sei que valho. Sei que sou superior, diferente. Sei que posso mudar tudo, basta querer. Aprendi a acreditar em mim...

Quando olho para aqueles anos, vejo que foi forte! Fracos eram aqueles que comigo gozaram...

 


"Eu valho o esforço...", blog que descobri à uma hora, através de uma rede social. Um blog com o qual me identifico. 

Estou a ouvir: Incubus : drive
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:02
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Hospitais, tristezas e depressões.

A semana tinha-me começado bem. O primeiro teste/frequência de Economia teve um resultado positivo, o que me deixou super feliz! É uma cadeira obrigatória, do 1º ano, que não consegui fazer.

A partir de quinta-feira, as coisas começaram a mudar.

Conheço a C. à relativamente pouco tempo. É uma rapariga jovem que parecia não ter problemas graves de saúde. Até que quinta-feira fiquei a saber que sofre de uma depressão crónica.

Passamos a manhã e início da tarde no hospital. Eu e T. à espera de novidades. Apenas sabiamos que estava mal e que já tinha levado, como se costuma dizer, uma "dose de cavalo" de calmantes...

Quando, finalmente, teve alta é que vimos a C.. Até então, só por mensagens ou chamadas sabiamos o estado dela. 

Fiquei branca! Branca e palida! Só estive uns 5 minutos ao pé dela, mas pareceram 10!

Fiquei chocada em vê-la assim...

Ver idosos numa maca de hospital choca qualquer pessoa sensível... Mas, a mim, choca-me mais ver crianças e jovens; porque, normalmente são pessoas alegres, vivas, mexidas (tirando excepções!).

É por isto e por outras que ódeio hospitais!

Já passei por uma depressão.

A C. diz que não aparento ser pessoa que saiba o que é uma depressão: "Pareces ser tão calminha!"

Mas sim, sei o que é uma depressão! No entanto, nunca recorri a médicos nem cheguei a ter de entrar num hospital... Sabia que precisava, mas nunca quis. Talvez por saber que os meus pais, sobretudo o meu pai, não iria dar "muita importância". Por outro lado, nunca gostei de ser o centro das atenções, por isso guardava as mágoas para mim. Notava-se quando andava em baixo, mas raramente me conseguem arrancar uma palavra... Fingo estar tudo bem: um sorriso na cara, umas quantas frase engraçadas e já passou! Mas quando chego a casa, os doces são fontes de alegria e o papel e a caneta escravas da minha alma!

Comigo sempre foi assim...

Desde quinta que ando mais tristonha! Ver por duas vezes a C. num estado mais triste afectaram-me... Não ataco os doces, mas a música substitui... Não choro, mas desabafo neste blog...

Não tenho motivos para voltar a uma depressão... por enquanto!

 

 

Hoje estou: a deprimir!
Estou a ouvir: Brandi Carlile : the story
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 09:44
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