Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Arrependimento...

Há dias que deveriam ser apagados da nossa vida.

Ontem foi um deles. Bebi demais. Fiz figuras que nunca faria sóbria. Disse o que não devia. Chorei, cai e vomitei. Desejei desaparecer, morrer, esquecer que existo. E hoje, percebi que fiz asneiras...

Arrependi-me de palavras e frases ditas sob influência do álcool.

Dizem que quando bebemos demais, dizemos a verdade. Será? Dizem que sob o efeito de umas quantas cervejas não recordamos o que fizemos ou dissemos na noite anterior e eu juro não ter consciência do que disse ou fiz.

Magoei pessoas às quais gosto muito, pessoas demasiado importantes para as perder... Se eu pudesse voltar a trás... Mas depois do mal feito não há como voltar a trás.

E agora? O que faço?

Só queria acabar com esta tristeza que carrego, atira-la contra a parede e vê-la desfazer em mil pedaços como um copo quando atirado ao chão.

Já deveria ter aprendido com os exemplos à minha volta, em que por mais que a vida insista em ser má, elas sorriem e enfrentam as dificuldades...

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:57
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Sábado, 18 de Abril de 2009

A carta no Rio.

Acordei cedo, depois de uma noite mal dormida. Tomei banho, vesti-me e arranjei-me. Nada de especial, numas horas estaria em casa.

Procurei um caderno, onde pudesse escrever o que sentia. Comecei a escrever, numa espécie de rascunho. Mas, depois parei:  Para que escrever em rascunho, se esta é uma carta de despedida? - pensei eu.

Parei de escrever no caderno e peguei em algumas folhas guardadas numa capa e assim a recomecei, escrevendo apenas o que sentia, sem me preocupar com a apresentação ou organização...

Escrevi tudo o que sentia, o que me vinha à alma, o que o meu coração mandava e aos quais as minhas mãos obedeciam. 

Nem uma lágrima deita. Noutras alturas, sempre que de ti falava as lágrimas depressa corriam e as palavras que o meu coração ditava não chegavam ao fim. Desta vez foi diferente... Apesar de sentir me sentir triste, terminei a minha carta, aquela que eu já deveria ter escrito à muito tempo.

Comi apressadamente. Queria despedir-me de ti antes que começa-se a chover. Não queria perder a coragem, como outras alturas acontecera.

Liguei o MP3, entrei no elevador e apanhei o autocarro que me levaria para junto do Rio. Será que isto me vai ajudar a esquecer-te e a escrever uma nova página na minha vida? - pensará eu ao longo do percurso.

Cheguei à paragem e pensei em desistir: De que me valeria deitar uma carta ao Rio?. Contudo, sentia que era o melhor que poderia fazer; de nada poderia servir, era apenas uma simbólica despedida a um amor que nunca existiu mas, talvez ajuda-se.

Uma leve chuva comecou a cair e a minha dor de cabeça novamente regressou quando me apróximava do local.

Escolhi um local isolado, junto aos patos que por ali andam, e onde dobrei em vários papéis a carta... e atirei-a ao Rio. Fiquei a olha-la um pouco, muito pouco tempo, talvez segundo. Não por causa da chuva, mas porque me sentia demasiado triste para ficar ali.

Já algo distânte, olhei de novo para o local, olhei para o rio e para a cidade.

Não posso continuar a viver do passado, esperando que ele traga quem eu sempre quis ou, quiçá, alguém semelhante... Não posso continuar a viver pensando no que poderia ter sido se eu tivesse tido a coragem, a força de por ti ter lutado... Simplesmente não posso continuar a sofrer... Quero parar de me lamentar...

E tal como tu, quero seguir a minha vida e encontrar alguém, alguém a quem possa ofercer o que tu não quissestes, alguém a quem possa dizer palavras doces, com quem possa olhar as estrelas, onde possa partilhar os meus problemas, as dúvidas, os receios, as alegrias, vitórias... Queria que, simplesmente, tivesses sido o meu primeiro namorado.

R., guardarei os bonitos episódios que vivemos, lembrar-me-ei de ti não como alguém que me fez sofrer, mas sim como um bom colega de turma e um excelente amigo.

Lançada a carta ao Rio, quiçá uma nova página escreva na minha vida... Porque eu só quero ser feliz!

 


Nunca digas que esquecestes um grande amor. Diz apenas que já podes dizer o seu nome sem que os teus olhos se encham de lágrimas.

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:19
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Domingo, 29 de Março de 2009

"Morro lentamente"

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções,

justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade."

 

(Pablo Neruda)

 

É isto que sinto, a morrer lentamente...

Porque não encontro graça em mim.

Porque não consigo pedir ajuda.

Porque repito hábitos, trajectos.

Porque não arrisco vestir uma nova cor.

Porque evito paixões.

Porque não viro a mesa.

Porque não me permito fugir aos conselhos sensatos.

Porque não foi capaz de seguir os sonhos que o meu coração desejava...

Estou a ouvir: Spice Girls : viva forever
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:03
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Memórias.

Decidi mergulhar nas lembranças passadas, naquelas que ainda hoje marcam o meu presente. Procurei as fotografias escondidas dos passeios, as cartas escritas pelas colegas de colégio no dia dos namorados e as dedicatórias feitas não há muitos anos pelas amigas de liceu.

Ao reler uma carta enviada, por uma colega, pela altura dos dias dos namorados, senti as lágrimas correm-me pela fase. Nela, reli uma frase que me marcou naquele dia e que me fez reviver-lo novamente:

 

"Maria, espero que encontres o teu príncipe encantado, para calares as más línguas... E, desculpa tudo o que já te fiz e o que te disse hoje."

 

Tentei relembrar o que me teria dito ela naquele dia, mas não consegui. Talvez melhor assim.

Contudo, ao abrir a carta senti entrar em mim a mesma tristeza de outrorá. A primeira frase da minha colega marcara-me. Depois de a ler, agarrei-me à almofada e deixei as lágrimas cair, questionando-me que "más línguas" seriam as que de me mim se diziam. Curiosamente, poucas foram as lágrimas que correram...

Então pensei: "Realmente encontrei o meu príncipe encantado: a solidão".

 

 

 

 (editado às 19:36, 28 de Fevereiro)

Hoje estou: recordando.
Estou a ouvir: Marisa Monte : dança da solidão
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:24
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Sinto(-me)...

estranha...

confusa...

esquisita...

aborrecida...

triste...

deprimida...

vontade de chorar...

vontade de gritar...

vontade de desaparecer e jamais voltar.

 

O pior é não conseguir descrever o que sinto, o que me vai na alma.

Hoje estou: triste.
Estou a ouvir: Ivete Sangalo : a lua que eu te dei
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 17:57
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Duas frases, o mesmo sentimento.

Porque é que havia de me sentir sozinha? Raras vezes na minha vida, desde que me lembro de mim, tive um sentimento de solidão. E não me sinto mal na minha companhia, divertimo-nos muito as duas, eu e eu. Não me aborreço.

 

 

Não sei o que é a solidão. Nunca me senti só. Acho fantástico ficar comigo mesma, com meus milhões de dúvidas e preocupações.

Hoje estou: solidão.
Estou a ouvir: Deolinda : eu não sei falar de amor
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:11
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Mar.

Gosto de olhar o mar. Gosto de me sentar na rocha ou na areia e de o observar, enquanto vaguei nos meus pensamentos. É incrível como ele nos transmite um conjunto variado de sentimentos e emoções.

Se por um lado ele nos transmite paz, esperança e sonhos, por outro ele é sinónimo de medo e respeito. Quando o observo, sentada na areia, admiro-lhe a grandeza e a força e todo o conjunto de sensações que em mim desperta.

Tenho o privilegio de morar junta ao rio e proximamente do mar. Quando me sinto em baixo, mesmo não estando junto dele, penso no mar e quando posso, caminho ao seu encontro. Chegada ao destino, penso nos medos que ele causa, no respeito, na admiração que sinto, na esperança que ele me transmite.

Quando era pequena e via o mar revolto, pensava que ele estava assim porque estava zangado com os homens. Hoje, quando assim no vejo, sinto a tristeza a desaparecer, dominada pela alegria expectativa de um futuro melhor. E mesmo quando o mar esta calmo, todos os meus males desaparecem...

Tranquilamente ou revoltoso, o mar faz-me esquecer, por algum tempo, o mundo de loucos em que vivo. Faz-me acreditar na magia dos sonhos, no poder da amizade, na segurança da família, num mundo melhor. É com ele que tomo as decisões mais importantes e é com ele que acredito no amor, na felicidade, na amizade, na alegria, na força. Diz-se que depois da tempestade, bem a bonança e é com ele que este velho ditado faz sentido: depois de um mar revolto, em que domina o medo, chega um mar calmo, tranquilo, trazendo esperança,  alegria, paz...

É junto ao mar, e até mesmo junto ao meu rio, que encontro a paz que necessito. Mesmo estando longe dele, basta imaginá-lo na minha mente e contemplar-lhe as fotografias tiradas por mim ou encontradas neste mundo virtual, para tudo melhorar. Eis o motivo para o fundo escolhido...

 

Hoje estou: pensativa!
Estou a ouvir: Mafalda Arnauth : o mar fala de ti
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 14:37
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Comboio...

Viajando de comboio…
Olho o vidro,
Vejo imagens reflectidas,
Que aparecerem e desaparecem,
Então surgem pensamentos, sentimentos…
As vezes, surgem aqueles que todos gostamos…
De alegria, de amizade, de esperança!
No entanto,
Estes depressa dão lugar aqueles que não gostamos,
Sentimentos maus, que queremos apagar…
De tristeza, de mágoa, de revolta, de solidão!
São como gritos de revolta.
Sentimentos que dão vontade de morrer,
E esquecer tudo,
Ou de nos escondermos num lugar bem longínquo,
Fugir e nunca, nunca mais voltar!
Ai, pergunto-me:
Porque não podemos ser todos felizes?
Porque é que a vida nos trama? *
Porque todos procuramos a felicidade?
Afinal, qual o sentido da vida?!

 

Escrevi este "espécie" de poema decorria o ano de 2006.

Nos cerca de 20 minutos que durava a viagem, todo o tipo de pensamentos preenchiam a minha mente, uns bons outros maus. Daquela altura atravessava uma fase complicada, com desilusões, tristezas e desgostos, não só em termos amorosos, mas também familiares.

Curiosamente, quando reli o texto, as lágrimas escorreram-me o rosto... Passado este tempo (e resolvidos os problemas familiares), ele é ainda hoje demonstra o meu estado de espírito... 

 

* Esta frase é me familiar... A música de que odeio de João Pedro Pais!

Hoje estou: porque?
Estou a ouvir: Leona Lewis : i will be
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 00:00
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Numa pausa...

Parei para reflectir, pois não me compreendo. 

Não sei o que se passa comigo... Talvez cansaço de uma época longa, em que os livros, papéis e canetas passam a ser a nossa melhor companhia. Talvez seja do tempo, ora com sol, ora com chuva, frio e vento. Talvez seja da mágoa, da tristeza, da desilusão. Talvez.... Talvez seja tanta coisa que não consigo traduzir!

Estou a realizar um sonho, um desejo. Estou onde cria e onde muitas queriam estar, conseguindo óptimos resultados, fazendo esquecer brevemente a tristeza... Tenho excelentes amigos que me dão o apoio de que necessito. E uma família... Dois pilares fundamentais para construir um caminho rumo à felicidade!

Mas falta algo...

Procuro encher a cabeça e o tempo com coisas para esquecer, temporariamente, a desilusão da vida. Mas, às vezes não chega e eis que bate à porta novamente a solidão acompanhada dos seus inúmeros "amigos": a tristeza, a dor, o desespero, a raiva...

É engraçado saber que à minha volta todos, mais ou menos bem, conheceram o quão gostoso pode ser saber que alguém se preocupa connosco, que goste de nós como somos, que nos dê carinho, amizade, respeito ... e não falo apenas da familia e dos amigos. Eles são importantes, mas não chega.

Nas novelas, nos filmes, nas séries, nos livros de romance existe sempre o final feliz. Aquele em que alguém acaba sempre com alguém, conhecendo o amor. Mas porque existe sempre o final feliz, aquele do "... e viveram felizes para sempre ..."?

Os amigos e a familia preenchem uma parte de mim, mas não a completam. Aliás, poucos serão aqueles que se satisfazem apenas com estes dois pilares.

Falta o pilar do amor... Aquele que todos nós procuramos e que apenas alguns o conheçem.

Não compreendo esta necessidade incessante de conhecer o amor... Não compreendo o amor e as relações que se criam... E porque ansiamos todos nós pelo amor?

A vida é feita de inúmeras perguntas sem resposta. Por mais que tentemos encontrar as respostas para essas dúvidas, nunca satisfazemos a nossa curiosidade.

Quero conhecer o amor e sei que necessito disso. Porque? Não sei... Talvez para deixar de me sentir cansada. Talvez para o sol comece a brilhar todos os dias e não apenas quando as condições metereológicas o permiem. Talvez para parar de sentir esta tristeza, mágoa, revolta, dor, que ora vai ora bem. Talvez para eliminar a solidão do meu caminho e do meu coração. Talvez, porque é o percurso natural da vida...

 

Hoje estou: em baixo!
Estou a ouvir: Lulla Bye : a bigger plan
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 21:40
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mentira.

À músicas que me tiram fora de mim...

João Pedro Pais tem uma música da qual fujo, não gosto, odeio... Gosto do cantor e da generalidade das músicas, mas daquela não! Fico deprimida, com a lágrima ao canto do olho.

Os meus colegas e amigos não percebem porque odeio-a tanto, porque não lhe posso ouvir o inicio! Custa-me escrever disto, falar seria mais doloroso... 

Porque? Porque ele volta aos meus pensamentos, ele, o R..

O R. foi a minha primeira (e talvez, a única) grande paixão que tive até hoje. Sem pedir autorização, a amizade e a atracção misturaram-se e quando dei por isso estava apaixonada... Apaixonada por um colega de turma, demasiado cobiçado pelas meninas e que nunca irei olhar para a menina mais gordinha e feia da turma [e neste momento, as primeiras lágrimas correm-me pela face]... Vivia na mentira, sonhando inocentemente as histórias que via na televisão, nos inicios que imaginava de uma relação a dois. Queria, desejava, sonhava em que isso acontece-se! De facto, ele era só meu quando fechava os olhos, apenas quando os fechava...

Gostar dele teve coisas boas e más... Aprendi que sonhar demais e pensar que tudo é igual às novelas nos conduzem a uma vida de mentiras...

Nunca namorei, nunca beijei e eis uma das minhas maiores mágoas. Tenho medo da solidão, de não saber o que é ser amada e amar ou de não saber qual o "sabor" de um beijo. Queria que o primeiro fosse dele...

Sinto viver numa mentira... Digo que não quero saber de namorados ou rapazes, mas no fundo, quero, preciso, necessito... Já não sei mais o que quero!

Só não quero viver na ignorância, no medo, na solidão, na procura de alguem que não existe...

Fartei-me de ouvir que o meu "príncipe encantado" esta a caminho, ao virá da esquina, onde menos pensar! É tudo mentira...

Dizem que me devo "soltar" mais, falar mais, ser menos fechada, sair mais... Talvez.

Gostar do R. não foram só aprendizagem; gostar do R. significou tornar-me mais céptica em relação ao amor. Tornei-me mais fria, eu sei... Deixei de acreditar no amor para toda a vida, em "príncipes encantados", em "Romeus e Julietas"...  

Porque não sou totalmente feliz? Porque não encontro alguém que ocupe o lugar da solidão? Porque fico sempre com a lágrima quando oiço aquela música? Porque estas contradições? Para que o amor? Para que sofrer? Será que sou assim tão feia ou timida que afasto quem quer que seja? Tantos "porques, serás e para que's" sem respostas!

Sinto-me uma egoísta... Aliás, sou uma egoísta! Há pais que choram os filhos desaparecidos à anos; pessoas que morrem à fome, ao frio, pela guerra... E eu? Eu choro por não saber o que é o amor!

No fundo, todos nós somos egoístas: queremos sempre mais do que já temos, quando muitos dariam tudo para ter metade do que nós temos...

"Mentira" é o nome da música [e termino sem mais lágrimas, creio que já as chorei todas em nome do amor; escrever faz-me bem!]...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 23:54
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Em balanço...

2008 esta a chegar ao fim e 2009 aproxima-se a passos largos.

Resumindo 2008 posso dizer que foi um ano... hum... digamos "normal". Normal porque nada de novo e especial aconteceu... Aprendi, errei, cai, lutei, desanimei, sonhei, foi ingenua... Foi e fiz tanta coisa!

Contudo, 2008 ensinou-me algo importante: amar-me a mim própria.

Quando inicie o meu blog, andava numa fase mais triste, em que me "odiava". Com o tempo e esforço (esforço que já vinha de antes) passei a amar-me... emagreci e aprendi a aceitar-me como sou. Foram lutas de meses, por vezes desiguais que me enfraqueciam e me deitavam a baixo.

Repassando o meu ano, não vejo nenhum acontecimento que me tenha marca em especial... Pensando melhor até tenho!

Foi neste ano que vesti, em Maio, o meu traje académico !!! Recordo-me do friozinho no estomago e de passar na rua e ver pais, filhos, avós e netos a olharem para mim.

- "Avó, olha aquelas meninas vestidas!" dizia uma menina de uns 5 anos, sentada na paragem com a avó, ao que esta lhe responde: "Estuda minha filha para um dia andares vestido assim como elas!"

Sem dúvida foi um mês muito especial... O orgulho dos meus pais ao verem-me pela primeira vez vestida!

Euforismos e sentimentalismos à parte... 2008 é marcado pelas férias de Julho, em minha casa, na companhia da I. e do M.. Uma semana para recordar...

Enfim... 2008 até nem foi mau! Foi muito bom, para lá do dito "normal"... Foi um ano bom!  

Mas continuo a dizer que o meu melhor ano foi de 2007: a carta de condução (que faz um belo efeito na carteira!), viagens de finalistas de secundário, faculdade, curso, nova cidade, amigos novos, computador novo... Enfim, um ano que marcou!

Para 2009?!

Sei lá! Só espero que seja um ano replecto de magia e emoções, de surpresas e alegrias. Mas que seja um ano de lutas, vitórias, caidas e reconquistas, de trabalho... A única certeza que tenho é que 2009 será um ano de muito trabalho!

Que venha 2009 e me surpreenda !!!

Hoje estou: à espera de 2009!!
Estou a ouvir: Lulla Bye : a bigger plan
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:59
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Resposta a comentário.

Decidi responder ao comentário da Lui num post.

Em parte concordo com a tua opinião, quando dizes que devemos amar-nos de qualquer forma. Contudo, nem sempre é assim.

Em tempos houve que aqueles a quem chamava de amigos me quiseram moldar ao seu gosto. Diziam aquilo que consideravam ser o melhor para mim, mas no fundo o que procuravam era alguém com quem gozarem. Sim, foi considerada a "patinha feia da turma"... Quando recordo esses tempos vejo uma menina ingénua que se deixou levar pelas opiniões alheias, tentando agradar a todos e sem que ninguém se preocupasse com as suas ideias.

Hoje em dia, em parte, creio que as coisas alteraram. Já não me deixo influenciar pelas ideias ou opiniões de terceiros. Procuro privilegiar o que sinto. Se antes ficava em baixo quando era alvo de gozo, agora procuro não dar importância a quem nada de interessante tem para dizer.

No entanto, isto nem sempre acontece. Às vezes nem é necessário um gozo ou frases maldosas, acontece sem querer... Por vezes deixamos de gostar de nós por lembranças passadas,  não valorizando o que realmente somos; e é isto que eu quero que deixe de acontecer.

Sempre ouvi dizer que antes de encontramos a nossa "cara metade" precisavamos de gostar de nós. Talvez seja uma ideia pré-concebida. Talvez nem seja necessário haver um grande amor por nós, talvez as nossas próprias fragilidades ajudem a aproximar essa "cara metade".

De qualquer forma, creio ter chegado a uma fase em que começo a gostar de mim... Com alguma insegurança e receio, mas sei que estou lá perto. 

Não sei se me fiz entender; é algo de dificil tradução para mim...

Fico-me por aqui, acerca daquilo que me vai na alma.

Falando noutra prespectiva  (sociologicamente falando... visto que ando a estudar estas coisas...), atribui-o uma parte da culpa à sociedade em que vivemos. Já deu para perceber que a sociedade, através da TV, da publicidade, das revistas, dos modelos, etc., transmite ideias acerca do corpo da mulher e do homem que não correspondem à realidade. Crianças e jovens interiorizam aquilo que lhes é ensinado pelos poderos meios de comunicação social, interiorizam valores que, muitas vezes, são os errados. Acabam por achar que o mais importante em alguém é o seu exterior, a sua beleza e forma física e esquecem o interior.

É engraçado ver, por exemplo, os Morangos com Açucar em que todas as actrizes e actores hesivem belos corpos; e os mais gordinhos?! Curiosamente, na Rebelde Way (sim, vi alguns episódios...) uma das actrizes é gordinha. Por coincidência, a personagem desta é o de uma jovem obsessiva pelo primeiro e único namorado que teve (também tenho o habito de ler os resumos das novelas na "Notícias TV" do JN). E assim ensinamos os miúdos ou a gozarem com quem é gordinho ou a interiorizarem que os mais gordos são obsessivos e violentos e mais não sei o que. Por este e outros motivos deixei de ver o lixo que a nossa televisão transmite.

Acerca deste último assunto tinha tanto que escrever, mas o melhor é ficar por aqui. (só espero é transmitir estas ideias para o trabalho acerca da televisão!)

Hoje estou: inspirada!
Estou a ouvir: Klephet : embora doa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:01
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Desabafo de um processo doloroso

Nunca pensei que algo tão simples se poderia tornar doloroso. Sempre pensei que "apaixonar-nos por nós próprios" seria fácil, algo que ocorreria quando eu quisesse e como. Mas não...

Compreendi, à alguns meses atrás, que precisava de fazer mais por mim. Estava farta da menina que se lamentava de tudo e de nada, da menina que queria falar e não sabia como, da menina de sempre.

Enquanto vinha no autocarro, pensava no quão doloroso têm sido os últimos tempos. Parece uma montanha-russa, de altos e baixos, de paragens e recomeços. As vezes questiono-me se isto valerá a pena. É triste percebermos que não temos amor próprio.

Quero mudar. Quero ser uma menina mais comunicativa, mais aberta, alegre, divertida. Quero mudar-me, transformar-me, alterar-me. Quero tanta coisa!

É difícil transmitir o que sinto. Sinto, apenas, que enquanto não me apaixonar por mim, não conseguirei e evitarei que alguém se apaixone por mim.

Hoje percebi, finalmente, que talvez continue sozinha porque afugento quem se queira aproximar, pois não me "amo" o suficiente.

Uma viagem de autocarro, para além de cansativa, serviu para compreender que a minha vida tem sido passada, maioritariamente, a queixar-me e a nada fazer. Parece que estou à espera que as coisas mudem por arte do "Divino Espírito Santo".

Dentro do meu ser, atropelam-se sentimentos, medos e receios. Quero combate-los, mas como? Quando terminará isto?

Seria tudo bem mais simples se a minha vida fosse aquela que imagino nos meus sonhos...

 

 

Hoje estou: pensativa!
Estou a ouvir: Fingertips : picture of my own
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 00:24
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Texto a alguém que não conheço.

Quem és?

Quem és tu que invades os meus sonhos a todas as horas? Quando fecho os olhos, reapareces nos meus sonhos, até cair num sono profundo.

Acompanhas-me ao acordar, em aulas, nos passeios, nas viagens, com os amigos, à noite... Estás sempre lá, mas não sei que és!

Não sei quem és, nem tão pouco te vi. Desconheço a tua forma, desconheço-te...

Mas, nos meus sonhos eu sei que és...

Chamas-te 'Guilherme'. Será esse o teu nome real?

Conheço os teus defeitos e qualidades, sei os teus sonhos... Mas na realidade, nada sei ao certo de ti.

Porque sonho com alguém que não tenho?

À anos que é sempre igual, que sonho com o "príncipe encantado" que não aparece. Mudam os nomes, mas a história é sempre a mesma. Já te chamei de 'Ricardo', 'Miguel', 'Simão', 'Afonso', 'André'... Mas nenhum destes nomes se tornou real.

É engraçado sonhar com alguém que não existe. Imaginar história e fantasias através da realidade.

Mas é triste perceber que não existe ninguém real, palpável... Alguém com quem possa trocar carinhos, mimos, beijos... Apenas os vejo nos meus sonhos, eu e tu.

Quero passear de mãos dadas, beijar, acarinhar, tirar fotografias sem nexo, escrever o teu nome ao longo de uma folha, escrever-te cartas, dormir e acordar contigo ao meu lado! Quero tanta coisa, mas o tempo passa e eu não revejo os sonhos na realidade.

Quantos anos mais viverei neste sonho? Quanto tempo mais terei de sonhar com alguém inexistente?

Nos meus sonhos chamas-te 'Guilherme', na vida real chamas-te 'Solidão'.

O teu lugar esta ocupado pela mesma solidão de há anos...

 

Hoje estou: sozinha!
Estou a ouvir: Daniel Powter : bad day
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 10:29
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Montanha russa.

Vivo numa constante montanha-russa; entre altos e baixos. Os meus sentimentos variam entre a alegria e a tristeza, entre a esperança e o desespero… Se hoje estou bem, amanhã sinto-me quase a morrer e a precisar de fugir.

Sinto que sou um ser demasiado esquisito e complicada para ser compreendida. Se eu não me compreendo, como me puderam compreender-me os demais?

Sinto que sou o meu principal inimigo: ora estou bem comigo, ora estou mal. Estes altos e baixos, estas voltas, começam a deixar-me tonta…

Quero-me compreender, tornar-me a minha melhor amiga, apaixonar-me por mim mesma. Por onde começo? Como?

Enquanto não alcançar a paz interior (que parece nunca ter existido), que tanto necessito, dificilmente conseguirei atingir os meus sonhos, objectivos, metas, no fundo, a felicidade.

Será que algum dia o conseguirei?! Eis a questão que me coloco... ()

 

 

("Montanha Russa", fotografia de Sérgio Murilo Teixeira Veloso de Castro, retirada de Olhares.com)

Montanha Russa

Hoje estou: numa montanha russa!
Estou a ouvir: Per7ume c/ Rui Veloso : intervalo
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:40
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Desespero. Esperança.

Simplesmente linda...

Nunca gostei muito de fado e nem sequer tinha o hábito de ouvir a senhora do fado, Mariza. Mas está conbinação entre fado e hip-hop produziu uma execelente e belissíma música.

O pior é saber que me identifico com ela, com o que a letra traduz: o desespero e a esperança.

 

Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

 

(Boss AC [azul mais claro] 

&

 Mariza [azul mais escuro])

 

Mais informações em: http://www.encontrarse.pt/upa08/

 

Estou a ouvir: Boss Ac e Mariza : alguém me ouviu (mantém-te firme)
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 09:42
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Vida confusa.

Sinto-me triste... Sinto-me em baixo... Sinto vontade de chorar...

Pergunto-me porque, mas não encontro a resposta. Não raras as vezes sinto-me assim.

Talvez tenha sido da frase "quero um namorado!" ou da música que me fez lembrar aquela pessoa especial...

Sinto-me estúpida, cada vez mais estúpida e parva. Não encontro um motivo, uma causa, nem sei o que escrever neste post... Apenas sinto isso: vontade de chorar de fugir!

À semanas que ando a tentar lutar contra os meus medos: a solidão, a timidez, a vergonha... Parece que cheguei a uma fase da minha luta em que começo a perder as forças.

Pergunto-me, para que isto, porque mudar?!

A minha cabeça está uma verdadeira confusão (como este post)... Preciso de organizar as ideias, o que quero, traçar um objectivo...

Será que é assim tão complicado pedir para se ser feliz?!

Amanhã (talvez) escreva algo decente e claro...

 

Hoje estou: numa confusão!
Estou a ouvir: Ala dos Namorados : caçador de sóis
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:52
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