Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Memórias.

Decidi mergulhar nas lembranças passadas, naquelas que ainda hoje marcam o meu presente. Procurei as fotografias escondidas dos passeios, as cartas escritas pelas colegas de colégio no dia dos namorados e as dedicatórias feitas não há muitos anos pelas amigas de liceu.

Ao reler uma carta enviada, por uma colega, pela altura dos dias dos namorados, senti as lágrimas correm-me pela fase. Nela, reli uma frase que me marcou naquele dia e que me fez reviver-lo novamente:

 

"Maria, espero que encontres o teu príncipe encantado, para calares as más línguas... E, desculpa tudo o que já te fiz e o que te disse hoje."

 

Tentei relembrar o que me teria dito ela naquele dia, mas não consegui. Talvez melhor assim.

Contudo, ao abrir a carta senti entrar em mim a mesma tristeza de outrorá. A primeira frase da minha colega marcara-me. Depois de a ler, agarrei-me à almofada e deixei as lágrimas cair, questionando-me que "más línguas" seriam as que de me mim se diziam. Curiosamente, poucas foram as lágrimas que correram...

Então pensei: "Realmente encontrei o meu príncipe encantado: a solidão".

 

 

 

 (editado às 19:36, 28 de Fevereiro)

Hoje estou: recordando.
Estou a ouvir: Marisa Monte : dança da solidão
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:24
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Verdadeiros amigos?!

Não raras são as vezes dou por mim a pensar em qual será o significado atribuído pelos que me rodeiam à palavra amizade e a amizades verdadeiras.

Para mim, a definição é clara: amizade é a relação que duas pessoas desenvolvem, partindo-se do principio, que existe confiança, lealdade, afectividade, sinceridade, honestidade. A minha é clara, mas a de algumas pessoas que me rodeiam é complexa e difícil de se compreender.

Já procurei compreender o que significaria a amizade para alguns dos que me rodeiam, pensei, pensei e repensei, e desisti, sem encontrar o significado. Desisti de pensar nesse significado à muito tempo, até ontem...

A F. e a L. sempre se deram como irmãs: muito unidas, companheiras... Mas, a vida pregou-lhe uma partida: enquanto a L. continuou os estudos, a F. abandonou o país. Este ano voltou, mas irá partir sem ter estado com a melhor amiga (será?). A L. foi trocada por outras coisas sem interesses.

Isto tudo fez-me pensar.

Cada vez  mais as pessoas me surpreendem, umas pela positiva outras pela negativa.

Vivemos numa sociedade em que, aparentemente, os valores da amizade, lealdade, companheirismo, etc., se começam a perder.

Apelidamos aquele e aquela de grandes ou melhores amigos, mas até quando? Quiçá, até ao dia em que não precisemos daquela(e), suposta(o), melhor amiga(o).

A minha avó costuma dizer que ninguém é amigo de ninguém. Continuo a acreditar que nem todas as pessoas se incluem nesse caixote. Continuo a acreditar que é possível ter, uma ou várias, amizades verdadeiras, sem mentiras, intrigas e complicações. Acredito que ainda existem pessoas com valor e princípios, incapazes de trocar uma amizade por uma coisinha sem importância... E sei que, à minha volta, ainda existem seres que privilegiam a amizade, acima de tudo...

 

 

 

Hoje estou: na dúvida!
Estou a ouvir: The Fray : how to save a life
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 16:35
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Mágoas passadas...

À momentos na nossa vida que recordamos coisas que à anos tentamos apagar.

Mágoas passadas que marcaram uma época, uma fase da minha vida em que quase desisti de mim, de tentar, de lutar, de mudar...

 

Ano de 1999, 5º ano: nova escola, novos ares, supostos, novos amigos.

Entrei para um colégio privado, segundo muitos, o melhor da zona. Colégio liderado por dois padres professores. Colégio onde se misturavam os ricos, meninos e meninas de médicos, professores, advogados, engenheiros, etc., e os menos ricos, meninos e meninas cujo os pais trabalhavam em empregos menos prestigiantes e, eu, incluía-me nestes últimos.

Quando entrei, já era um bocadito gordinha, mas pouco... O meu peso não deveria variar muito do das outras meninas, tinha um bocadito mais de barriga.

Ano de 2000: segunda operação à garganta (não sei muito bem a que, o nome é estranho e não me recordo). Se até então era miúda de comer pouco, a partir daqui o meu apetite começou a crescer. Comecei a comer mais, em maiores quantidades.

Mas, é também ano de entrada na puberdade (não da menstruação, que veio mais tarde), mas sim das borbulhas! A minha auto-estima é fortemente abalada. Começo a comer para esquecer!

Ano após ano, começo a engordar. E, como isto, começo a evitar as aulas de educação física, sobretudo as aulas do primeiro período. Porque? Simples, era o período do atletismo: correr e mais correr... era sempre a última!

Nova operação, um quisto. Não me recordo ao certo do ano, talvez, 2002.  

Se as aulas de desporto eram pouco frequentes, a partir daqui começaram a aumentar. Mas não muito. O meu professor ia-me motivando, mas era preciso mais. Os colegas e supostos amigos nunca ajudaram. A partir deste ano, o meu peso foi aumentado até chegar aos 95kg.

Os anos do colégio foram, provavelmente, os piores! Diversas vezes abandonei os jogos a chorar, outras vezes passava os intervalos no sitio mais escondido, sozinha ou a chorar.

Comia para esquecer. Esquecer que era a mais gordinha, o "bombo da turma", aquela a quem todos gozava e humilhavam.

De 1999 a 2004 imensos pensamentos inundaram a minha alma, a minha cabeça... Por diversas vezes pensei em desistir de mim... Outras vezes, pensava em tentar emagrecer, mas alguém parecia adivinhar o que queria e destruía-me com gozos e palavras menos bonitas... Foi através deles que descobrir o que era uma depressão...

 

Estes foram os anos, porventura, mais tristes da minha existência e são aqueles que eu quero esquecer. Não é fácil, mas quando olho para trás, sinto que isso me fez crescer.

Hoje, não desisto, nunca, jamais! Eu sei que valho. Sei que sou superior, diferente. Sei que posso mudar tudo, basta querer. Aprendi a acreditar em mim...

Quando olho para aqueles anos, vejo que foi forte! Fracos eram aqueles que comigo gozaram...

 


"Eu valho o esforço...", blog que descobri à uma hora, através de uma rede social. Um blog com o qual me identifico. 

Estou a ouvir: Incubus : drive
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:02
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