Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Um até já!

A ideia já não é de agora, já a algum tempo que a ando a pensar nela, talvez tenha chagado a hora de dizer Adeus a este espaço.

Quero escrever sobre tudo o que a minha alma deseje, mas sinto-me condicionada. 

Certo dia a Mafalda perguntou-me se realmente escrevia tudo o que queria, se não deixava de escrever coisas por ela e pela T. o lerem. Na altura respondi não, mas a verdade é que já coisas ficaram por desabafar com receio do que poderiam pensar. Não, não eram coisas más, bem pelo contrário, eram boas. Porém, mesmo sendo coisas boas sinto dificuldades em escreve-las. E à as coisas más sobre o que eu penso, sinto, acho acerca de mim mesma. Sim, não conto tudo o que quero sobre mim com medo que elas pensem coisas que não correspondem à realidade.

Por outro lado, creio ter chegado a altura de virá a página. Já o deveria ter feito à muito tempo mas, quiçá, só agora  o senti...

Não é um adeus, é um até já!

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Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:19
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Consegui?!

Voltei a falar do R.. Voltei a referir o seu nome e a recordar as marcas passadas que tanto tento esquecer.

Mas desta vez foi diferente...

Senti uma leve tristeza, um pequeno aperto no coração. Senti que as lágrimas queriam voltar a correr mas apenas uma consegui fugir. Noutras alturas agarraria à almofada a chorar mas desta vez não. Talvez comece a esquece-lo, definitivamente...

Estou a ouvir: Celtas Cortos : retales de una vida
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:11
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Sábado, 18 de Abril de 2009

A carta no Rio.

Acordei cedo, depois de uma noite mal dormida. Tomei banho, vesti-me e arranjei-me. Nada de especial, numas horas estaria em casa.

Procurei um caderno, onde pudesse escrever o que sentia. Comecei a escrever, numa espécie de rascunho. Mas, depois parei:  Para que escrever em rascunho, se esta é uma carta de despedida? - pensei eu.

Parei de escrever no caderno e peguei em algumas folhas guardadas numa capa e assim a recomecei, escrevendo apenas o que sentia, sem me preocupar com a apresentação ou organização...

Escrevi tudo o que sentia, o que me vinha à alma, o que o meu coração mandava e aos quais as minhas mãos obedeciam. 

Nem uma lágrima deita. Noutras alturas, sempre que de ti falava as lágrimas depressa corriam e as palavras que o meu coração ditava não chegavam ao fim. Desta vez foi diferente... Apesar de sentir me sentir triste, terminei a minha carta, aquela que eu já deveria ter escrito à muito tempo.

Comi apressadamente. Queria despedir-me de ti antes que começa-se a chover. Não queria perder a coragem, como outras alturas acontecera.

Liguei o MP3, entrei no elevador e apanhei o autocarro que me levaria para junto do Rio. Será que isto me vai ajudar a esquecer-te e a escrever uma nova página na minha vida? - pensará eu ao longo do percurso.

Cheguei à paragem e pensei em desistir: De que me valeria deitar uma carta ao Rio?. Contudo, sentia que era o melhor que poderia fazer; de nada poderia servir, era apenas uma simbólica despedida a um amor que nunca existiu mas, talvez ajuda-se.

Uma leve chuva comecou a cair e a minha dor de cabeça novamente regressou quando me apróximava do local.

Escolhi um local isolado, junto aos patos que por ali andam, e onde dobrei em vários papéis a carta... e atirei-a ao Rio. Fiquei a olha-la um pouco, muito pouco tempo, talvez segundo. Não por causa da chuva, mas porque me sentia demasiado triste para ficar ali.

Já algo distânte, olhei de novo para o local, olhei para o rio e para a cidade.

Não posso continuar a viver do passado, esperando que ele traga quem eu sempre quis ou, quiçá, alguém semelhante... Não posso continuar a viver pensando no que poderia ter sido se eu tivesse tido a coragem, a força de por ti ter lutado... Simplesmente não posso continuar a sofrer... Quero parar de me lamentar...

E tal como tu, quero seguir a minha vida e encontrar alguém, alguém a quem possa ofercer o que tu não quissestes, alguém a quem possa dizer palavras doces, com quem possa olhar as estrelas, onde possa partilhar os meus problemas, as dúvidas, os receios, as alegrias, vitórias... Queria que, simplesmente, tivesses sido o meu primeiro namorado.

R., guardarei os bonitos episódios que vivemos, lembrar-me-ei de ti não como alguém que me fez sofrer, mas sim como um bom colega de turma e um excelente amigo.

Lançada a carta ao Rio, quiçá uma nova página escreva na minha vida... Porque eu só quero ser feliz!

 


Nunca digas que esquecestes um grande amor. Diz apenas que já podes dizer o seu nome sem que os teus olhos se encham de lágrimas.

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:19
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É hoje...

 

... porque eu quero ser feliz ...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:45
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Mudanças.

Tive com a S. e com a L., as minhas duas grandes amigas de secundária (e que creio já ter falado delas um dos meus primeiros posts). Juntas, formávamos um grupo, companheiras de risotas e de saídas nocturnas, de trabalhos e de conversas de namorados, sexo, escola, futuro, sonhos... Éramos um grupo inseparável, onde estava uma estavam as restantes.

Já não as via à um ano; à um ano que não estavamos todas juntas.

A L. continua igual: bonita e atraente. À S. quase que nem a reconhecia e sinceramente não sei porque. Quanto a mim, segundo elas, estava muito diferente. Mas eu não concordo.

Exteriormente, sim, mudei. Aprendi a arranjar-me e emagreci (segundo o que dizem, porque eu cá não noto nada!). Sim, podemos dizer que mudei.

Interioremente não mudei. Continuo igual a mim mesma: tímida, complexada, confusa, triste e umas quantas coisas mais que não consigo descrever.

Num ano, podemos mudar muita coisa exteriormente... Mas o que fazer aquelas que permanecem internamente, aquelas que os outros não podem ver e que só nós as vemos e sentimos? Aquelas que aos poucos e poucos nos vão enfraquecendo?

Há anos que ando a tentar combater a angústia interna, mas parece que nada ajuda. Existe sempre algo que dificulta esse combate, que nos deixa sem saber o que fazer ou onde procurar as forças que necessitamos para tal.

Externamente todos nós mudamos. Internamente são poucos aqueles que os conseguem e os que não conseguem, vivem na angústia e na ânsia de alcançar a mudança.

Quiças, nem exterioremente eu tenha mudado...

Estou a ouvir: Enrique Iglesias : be with you
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:16
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