Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Recordar.

Desde Domingo que ando numa de recordar as velhas músicas da minha infância e adolescência. E desde então, sempre que vou ao YouTube é para ouvir as músicas da maior boys band de todos os tempos: Backstreet Boys!

E que saudades! Sempre que começava a ouvir alguma música deles na rádio ou na televisão parava tudo e cantava (apesar do meu péssimo inglês) e dançava... e sonhava! Sonhava com aqueles dois loirinhos que me derretiam com aquele olhar... A mim e a aos milhões de fans que a banda tinha! Aliás, criei um amor platónico por eles... Coleccionava as revistas da Bravo e da Super Pop, guardava os post, sabia tudo e mais alguma coisa, sonhava conhece-los e casar-me com um deles. Ou seja, o comum nas milhões de fans!

Sabe tão bem recordar as músicas que noutra altura nos fizeram tão felizes!

Aqui ficam duas das minhas músicas favoritas:

 

 

 

Apesar de gostar dos dois loirinhos da banda, confesso que aquele que me deixava mais louca era este:

 

 

Digam lá que não era lindo?!

 

Quando mostro os vídeos à minha mana, a parola diz que são Uns trengos feios!  O que?! Feios?! E acrescenta que cantam mal!

Pois, os Tokio Hotel ou os Jones Brother são mais bonitos e cantam muito melhor, não acha dúvida!

Estou a ouvir: Backstreet Boys : nunca te hare llorar
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:19
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

E hoje acordei assim...

Tu nunca gostastes a sério, ou melhor, tu nunca amastes. Quando isso acontecer verás o que digo.

 

Odeio quando me dizem isto. Simplesmente odeio. Magoa, corrói, deixa-me triste lá no fundo, no interior do meu ser. Quando me dizem isto, disfarço com um sorriso e umas frases patetas; outras vezes, porém, limito-me ao silêncio. Depois, sozinha, choro.

Certa vez, depois de me terem dito esta frase, não consegui ficar calada e, revoltada, questionei se realmente podiam afirmar que eu nunca tinha gostado de ninguém a sério. Não obtive resposta. Mais tarde, alguém me dizia que eu nunca devia ter gostado de ninguém verdadeiramente porque, se realmente eu tinha estado apaixonada, deveria ter feito mais por essa pessoa.

Agora, pergunto eu, mas para alguém gostar à séria é preciso rastejar aos pés dessa pessoa? É preciso ir à bruxa e fazer uns feitiços para que a tal pessoa se apaixone por nós?

Sim, eu gostei muito muito dele, quiçá como nunca mais voltarei a gostar... Mas, não existiram outros sentimentos que nos impedem de lutar? Medos, receios, complexos? Isso não contará? E os sentimentos da outra pessoa não contam?

Odeio que me digam que Não sabes o que é gostar de alguém como eu gosto! Será que não sei mesmo?!

Odeio quando alguém se sai com estas estúpidas frases. Se realmente é como dizem, só quando namoramos é que gostamos a sério! Infelizmente nem toda a gente tem o privilégio de ser correspondido!

Às vezes esquecem-se que não depende de nós. Existe a outra pessoa e ela tem uma palavra a dar. Tal como no sexo, para se namor são precisas duas pessoas!

Várias vezes me perguntei o que fariam os outros se sentissem o que eu sinto... Por mais que nos digam que Tu és linda! O que mais importa é a beleza interior... não é fácil lidar com medos e complexos. Aliás, com o tempo percebi que a história O mais importante é a beleza interior não passam de tretas. Sim, tretas. A sociedade não liga a isso. A sociedade valoriza mais, muito mais, o exterior. As televisões, as revistas, a internet, etc., mostram isso... Se não, porque não existe uma novela ou um filme em que a personagem seja feia e gorda? Ok, temos a Betty Feia! Mas, provavelmente no final (não acompanhei até ap fim), ela vira uma beleza, uma brasa, como manda a sociedade. Isso não passa de uma frase criada para um qualquer anúncio publicitário. A sociedade criou padrões de beleza e essa história é só um tapa olhos de quem se recusa a ver os estereótipos que a criamos. Assim, ou somos lindas, de pernas magras e altas, barriga plana, e um peito e cara minimamentes decentes e temos todos os homens aos nossos pés, ou somos gordas e só temos bêbados interessados ou tipos armados em carapau de corrida interessados em gozar com os nossos sentimentos. Se não vejamos as novelas da TVI ou a Rebelde Way... Mas porque raio nas nossas televisões só vemos raparigas novas com um corpo de sonho como protagonista?! E por quê são sempre os gordos os rejeitados e humilhados?! E, porque raios quando existe uma personagem gorda ela vir top model como manda a sociedade?! E depois ainda querem que acredite na história da beleza interior... 

Quando me dissem estas coisas, dá-me vontade de dar meia volta e virar costas ou de bater na pessoa! Não basta gostar...

Apesar de achar a história da beleza interior uma treta concordo com a frase Antes de amares alguém, ama-te a ti mesmo. Se calhar, por não me amar o suficiente nunca foi capaz de fazer nada, isto, apesar de ele me ter dito que era capaz de namorar com alguém como eu, fortezinha! e tanto que era, que a namorada dele aparenta ser assim...

Enfim... 

Creio que já aprendi a lição. Agora, alguém se importa de dizer a quem comanda as nossas vidas (se é que existe alguém) que eu também sou gente?!

E hoje acordei assim, revoltada com a vida e com a sociedade mesquinha em que vivemos...

Estou a ouvir: Rita Guerra : gostar de ti
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:09
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Vá, curte com ele!

Quando bebemos dissemos coisas que queremos e aquelas que queremos esconder. Depois de ter dito o que deveria e não deveria; depois de ter dito o quão me sinto sozinha e o quão odeio aquele por me ter feito sofrer, eis que elas decidiram (as minhas amigas) que deveria arranjar uma curte.

Na noite de ontem, um dos meus colegas trouxe companhia masculina. Um desses jovens, depois de ter tentado comer a Mafalda decidiu atacar-me.

Braço no meu ombro, cara quase colada na minha, afirmando perante as minhas amigas que me tencionava beijar mas, muito bebado! Porém, eu não estava a achar graça nenhuma às suas investidas (tirando o seu sotaque)... nem a ele nem a elas. Afastei-me e pedi-lhes para que não inventassem histórias porque não queria; mas elas insistiam e até o aconselhavam Sê meiginho e vai com calma! Enquanto uma o aconselhava, a outra falava comigo Qual é o mal Maria? A primeira vez não ter de ser especial! Se calhar nem o voltas a ver! E ele até é giro e esta interessado em ti...

Contudo, enquanto ela falava eu recordava a noite em que tive, quiçá, a melhor oportunidade de o ter beijado pela primeira vez... Foi a primeira vez que saimos como uma verdadeira turma, unida, uma família. Foi a única vez que tal aconteceu e, foi a única vez que o R. saiu connosco.

Nessa noite poderia ter dado o meu primeiro beijo, com aquele de quem eu realmente gostava. Mas, não foi capaz, apesar do incentivo das minhas amigas, tal como nesta noite.

A oportunidade surgiu quando quando ele regressava do bar e eu para lá caminhava (a pedido das minhas amigas). Trocamos olhares e próximos um do outro; questionou-me se estava a gostar da noite, respondendo-lhe sim e trocando sorrisos. Mas foram esses sorrisos que me fizeram fugir. Tive medo. Medo de arriscar, medo de que ele me rejeita-se, medo de pensar que aquilo poderia levar ao que eu tanto queria... ser dele e ele meu.

Quando recordo aquela noite, à minha mente regressam as frases com que me desculpei para não ter acontecido nada entre nós Não gosto de curtes! Não sou descartavél, em que alguém me usa e deita fora. Nem um troféu, na colecção de meninas comidas nas noites.

Ontem, às minhas colegas afirmei que Não conseguia. Se não tinha curtido com quem eu mais gostava, não o faria com um desconhecido.

Mas será que é o mais acertado? Afinal, não me imagino a gostar de outro alguém como do R. gostei.

Será melhor esperar por alguém de quem goste e que goste de mim? Será que, realmente, a primeira vez de um beijo não é assim tão especial? Será que realmente devo esperar?

Não me arrependo de lhe ter dado uma tampa. Não me arrependo mesmo. Afinal, foi a segunda opção, depois de a Mafalda também lhe ter dado uma tampa. Afinal não estava assim tão interessado como elas diziam...

A única coisa que me aborreceu foi o D., que pelos vistos também decidiu deixar-me pendurada ou então, desencontramo-nos (prefiro esta última hipótese, é mais simpática, apesar de saber que, possívelmente, a primeira é a mais acertada)!


p.s.1: As minhas amigas continuam a insistir que ele não estava bebado e ele afirma o mesmo; eu acredito no contrário.

p.s.2: E as mesmas dizem que deveria saber o que se passou ontem com o D., ou seja, mandar-lhe uma mensagem; eu estou na dúvida.

Estou a ouvir: Deolinda : não sei falar de amor
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 10:38
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Sábado, 18 de Abril de 2009

A carta no Rio.

Acordei cedo, depois de uma noite mal dormida. Tomei banho, vesti-me e arranjei-me. Nada de especial, numas horas estaria em casa.

Procurei um caderno, onde pudesse escrever o que sentia. Comecei a escrever, numa espécie de rascunho. Mas, depois parei:  Para que escrever em rascunho, se esta é uma carta de despedida? - pensei eu.

Parei de escrever no caderno e peguei em algumas folhas guardadas numa capa e assim a recomecei, escrevendo apenas o que sentia, sem me preocupar com a apresentação ou organização...

Escrevi tudo o que sentia, o que me vinha à alma, o que o meu coração mandava e aos quais as minhas mãos obedeciam. 

Nem uma lágrima deita. Noutras alturas, sempre que de ti falava as lágrimas depressa corriam e as palavras que o meu coração ditava não chegavam ao fim. Desta vez foi diferente... Apesar de sentir me sentir triste, terminei a minha carta, aquela que eu já deveria ter escrito à muito tempo.

Comi apressadamente. Queria despedir-me de ti antes que começa-se a chover. Não queria perder a coragem, como outras alturas acontecera.

Liguei o MP3, entrei no elevador e apanhei o autocarro que me levaria para junto do Rio. Será que isto me vai ajudar a esquecer-te e a escrever uma nova página na minha vida? - pensará eu ao longo do percurso.

Cheguei à paragem e pensei em desistir: De que me valeria deitar uma carta ao Rio?. Contudo, sentia que era o melhor que poderia fazer; de nada poderia servir, era apenas uma simbólica despedida a um amor que nunca existiu mas, talvez ajuda-se.

Uma leve chuva comecou a cair e a minha dor de cabeça novamente regressou quando me apróximava do local.

Escolhi um local isolado, junto aos patos que por ali andam, e onde dobrei em vários papéis a carta... e atirei-a ao Rio. Fiquei a olha-la um pouco, muito pouco tempo, talvez segundo. Não por causa da chuva, mas porque me sentia demasiado triste para ficar ali.

Já algo distânte, olhei de novo para o local, olhei para o rio e para a cidade.

Não posso continuar a viver do passado, esperando que ele traga quem eu sempre quis ou, quiçá, alguém semelhante... Não posso continuar a viver pensando no que poderia ter sido se eu tivesse tido a coragem, a força de por ti ter lutado... Simplesmente não posso continuar a sofrer... Quero parar de me lamentar...

E tal como tu, quero seguir a minha vida e encontrar alguém, alguém a quem possa ofercer o que tu não quissestes, alguém a quem possa dizer palavras doces, com quem possa olhar as estrelas, onde possa partilhar os meus problemas, as dúvidas, os receios, as alegrias, vitórias... Queria que, simplesmente, tivesses sido o meu primeiro namorado.

R., guardarei os bonitos episódios que vivemos, lembrar-me-ei de ti não como alguém que me fez sofrer, mas sim como um bom colega de turma e um excelente amigo.

Lançada a carta ao Rio, quiçá uma nova página escreva na minha vida... Porque eu só quero ser feliz!

 


Nunca digas que esquecestes um grande amor. Diz apenas que já podes dizer o seu nome sem que os teus olhos se encham de lágrimas.

Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:19
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É hoje...

 

... porque eu quero ser feliz ...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 11:45
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Vida.

"Na vida ...

 

... temos um segredo inconfessável ...

 

... um arrependimento irreversível ...

 

... um sonho inalcançável ...

 

... e um amor inesquecível."

 

Estou a ouvir: Papas da Língua : eu sei
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:42
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Ainda dói...

O meu dia estava a correr lindamente...

Comecei o dia com disposição e alegria; a apresentação oral do texto correra bem e nem a professora antipática e a sua aula chata me consegui tirar do meu contentamento. Parecia correr tudo lindamente, até à pouco...

Ao falar com o D., o amigo virtual, começei a relembrar o passado... O colégio, os gozos e humilhações, o secundário, os complexos, a falta de auto-estima e, consequentemente, o R..

Porque dói tanto pensar no que poderiamos ter feito e não fizemos?

Hoje estou:
Estou a ouvir: João Pedro Pais : um resto de tudo
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:51
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Mudanças.

Tive com a S. e com a L., as minhas duas grandes amigas de secundária (e que creio já ter falado delas um dos meus primeiros posts). Juntas, formávamos um grupo, companheiras de risotas e de saídas nocturnas, de trabalhos e de conversas de namorados, sexo, escola, futuro, sonhos... Éramos um grupo inseparável, onde estava uma estavam as restantes.

Já não as via à um ano; à um ano que não estavamos todas juntas.

A L. continua igual: bonita e atraente. À S. quase que nem a reconhecia e sinceramente não sei porque. Quanto a mim, segundo elas, estava muito diferente. Mas eu não concordo.

Exteriormente, sim, mudei. Aprendi a arranjar-me e emagreci (segundo o que dizem, porque eu cá não noto nada!). Sim, podemos dizer que mudei.

Interioremente não mudei. Continuo igual a mim mesma: tímida, complexada, confusa, triste e umas quantas coisas mais que não consigo descrever.

Num ano, podemos mudar muita coisa exteriormente... Mas o que fazer aquelas que permanecem internamente, aquelas que os outros não podem ver e que só nós as vemos e sentimos? Aquelas que aos poucos e poucos nos vão enfraquecendo?

Há anos que ando a tentar combater a angústia interna, mas parece que nada ajuda. Existe sempre algo que dificulta esse combate, que nos deixa sem saber o que fazer ou onde procurar as forças que necessitamos para tal.

Externamente todos nós mudamos. Internamente são poucos aqueles que os conseguem e os que não conseguem, vivem na angústia e na ânsia de alcançar a mudança.

Quiças, nem exterioremente eu tenha mudado...

Estou a ouvir: Enrique Iglesias : be with you
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:16
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Arrependimento...

Desde muito nova que já imaginava o que queria ser quando fosse maior. Aquilo fascinava de tal maneira que sonhava saber tudo o que fosse possível sobre a história dos mais diversos países.

Sonhava, desejava, acreditava, queria...

A paixão por esta área era tal, que afirmava com convicção que "só iria para a Universidade para tirar aquela licenciatura!".

O tempo passou e a paixão pelo estudo do passado seguia lá.

Contudo, a entrada no secundário fez perder parte da magia que sentia em mim. A primeira negativa e as influências ditaram a escolha que mais tarde iria fazer.

Afirmava-se que tal estudo não tinha saída nem futuro e o melhor a optar era algo que mais tarde pudesse dar emprego. Sociologia não é uma licenciatura de emprego com saída (quais serão, actualmente?), mas foi algo que me chamou a atenção. E se me perguntarem porque, não sei explicar... E desistir ou trocar não parece ser a solução, visto que aprendi a gostar.

No entanto, só agora, percebi que deveria ter seguido o meu sonho de menina. Não deveria ter-me importado com opiniões e negativas, mas sim com o meu desejo.

Sei que não é tarde para seguir aquele desejo, que irei realizar... só falta saber quando. O tempo ensinou-me que devemos seguir as nossas paixões e que as coisas mais difíceis são aquelas que mais valorizamos.

Ai se o arrependimento mata-se...

Hoje estou: arrependida!
Estou a ouvir: Susana Félix : um lugar encantado
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 19:52
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Comboio...

Viajando de comboio…
Olho o vidro,
Vejo imagens reflectidas,
Que aparecerem e desaparecem,
Então surgem pensamentos, sentimentos…
As vezes, surgem aqueles que todos gostamos…
De alegria, de amizade, de esperança!
No entanto,
Estes depressa dão lugar aqueles que não gostamos,
Sentimentos maus, que queremos apagar…
De tristeza, de mágoa, de revolta, de solidão!
São como gritos de revolta.
Sentimentos que dão vontade de morrer,
E esquecer tudo,
Ou de nos escondermos num lugar bem longínquo,
Fugir e nunca, nunca mais voltar!
Ai, pergunto-me:
Porque não podemos ser todos felizes?
Porque é que a vida nos trama? *
Porque todos procuramos a felicidade?
Afinal, qual o sentido da vida?!

 

Escrevi este "espécie" de poema decorria o ano de 2006.

Nos cerca de 20 minutos que durava a viagem, todo o tipo de pensamentos preenchiam a minha mente, uns bons outros maus. Daquela altura atravessava uma fase complicada, com desilusões, tristezas e desgostos, não só em termos amorosos, mas também familiares.

Curiosamente, quando reli o texto, as lágrimas escorreram-me o rosto... Passado este tempo (e resolvidos os problemas familiares), ele é ainda hoje demonstra o meu estado de espírito... 

 

* Esta frase é me familiar... A música de que odeio de João Pedro Pais!

Hoje estou: porque?
Estou a ouvir: Leona Lewis : i will be
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 00:00
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mentira.

À músicas que me tiram fora de mim...

João Pedro Pais tem uma música da qual fujo, não gosto, odeio... Gosto do cantor e da generalidade das músicas, mas daquela não! Fico deprimida, com a lágrima ao canto do olho.

Os meus colegas e amigos não percebem porque odeio-a tanto, porque não lhe posso ouvir o inicio! Custa-me escrever disto, falar seria mais doloroso... 

Porque? Porque ele volta aos meus pensamentos, ele, o R..

O R. foi a minha primeira (e talvez, a única) grande paixão que tive até hoje. Sem pedir autorização, a amizade e a atracção misturaram-se e quando dei por isso estava apaixonada... Apaixonada por um colega de turma, demasiado cobiçado pelas meninas e que nunca irei olhar para a menina mais gordinha e feia da turma [e neste momento, as primeiras lágrimas correm-me pela face]... Vivia na mentira, sonhando inocentemente as histórias que via na televisão, nos inicios que imaginava de uma relação a dois. Queria, desejava, sonhava em que isso acontece-se! De facto, ele era só meu quando fechava os olhos, apenas quando os fechava...

Gostar dele teve coisas boas e más... Aprendi que sonhar demais e pensar que tudo é igual às novelas nos conduzem a uma vida de mentiras...

Nunca namorei, nunca beijei e eis uma das minhas maiores mágoas. Tenho medo da solidão, de não saber o que é ser amada e amar ou de não saber qual o "sabor" de um beijo. Queria que o primeiro fosse dele...

Sinto viver numa mentira... Digo que não quero saber de namorados ou rapazes, mas no fundo, quero, preciso, necessito... Já não sei mais o que quero!

Só não quero viver na ignorância, no medo, na solidão, na procura de alguem que não existe...

Fartei-me de ouvir que o meu "príncipe encantado" esta a caminho, ao virá da esquina, onde menos pensar! É tudo mentira...

Dizem que me devo "soltar" mais, falar mais, ser menos fechada, sair mais... Talvez.

Gostar do R. não foram só aprendizagem; gostar do R. significou tornar-me mais céptica em relação ao amor. Tornei-me mais fria, eu sei... Deixei de acreditar no amor para toda a vida, em "príncipes encantados", em "Romeus e Julietas"...  

Porque não sou totalmente feliz? Porque não encontro alguém que ocupe o lugar da solidão? Porque fico sempre com a lágrima quando oiço aquela música? Porque estas contradições? Para que o amor? Para que sofrer? Será que sou assim tão feia ou timida que afasto quem quer que seja? Tantos "porques, serás e para que's" sem respostas!

Sinto-me uma egoísta... Aliás, sou uma egoísta! Há pais que choram os filhos desaparecidos à anos; pessoas que morrem à fome, ao frio, pela guerra... E eu? Eu choro por não saber o que é o amor!

No fundo, todos nós somos egoístas: queremos sempre mais do que já temos, quando muitos dariam tudo para ter metade do que nós temos...

"Mentira" é o nome da música [e termino sem mais lágrimas, creio que já as chorei todas em nome do amor; escrever faz-me bem!]...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 23:54
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Em balanço...

2008 esta a chegar ao fim e 2009 aproxima-se a passos largos.

Resumindo 2008 posso dizer que foi um ano... hum... digamos "normal". Normal porque nada de novo e especial aconteceu... Aprendi, errei, cai, lutei, desanimei, sonhei, foi ingenua... Foi e fiz tanta coisa!

Contudo, 2008 ensinou-me algo importante: amar-me a mim própria.

Quando inicie o meu blog, andava numa fase mais triste, em que me "odiava". Com o tempo e esforço (esforço que já vinha de antes) passei a amar-me... emagreci e aprendi a aceitar-me como sou. Foram lutas de meses, por vezes desiguais que me enfraqueciam e me deitavam a baixo.

Repassando o meu ano, não vejo nenhum acontecimento que me tenha marca em especial... Pensando melhor até tenho!

Foi neste ano que vesti, em Maio, o meu traje académico !!! Recordo-me do friozinho no estomago e de passar na rua e ver pais, filhos, avós e netos a olharem para mim.

- "Avó, olha aquelas meninas vestidas!" dizia uma menina de uns 5 anos, sentada na paragem com a avó, ao que esta lhe responde: "Estuda minha filha para um dia andares vestido assim como elas!"

Sem dúvida foi um mês muito especial... O orgulho dos meus pais ao verem-me pela primeira vez vestida!

Euforismos e sentimentalismos à parte... 2008 é marcado pelas férias de Julho, em minha casa, na companhia da I. e do M.. Uma semana para recordar...

Enfim... 2008 até nem foi mau! Foi muito bom, para lá do dito "normal"... Foi um ano bom!  

Mas continuo a dizer que o meu melhor ano foi de 2007: a carta de condução (que faz um belo efeito na carteira!), viagens de finalistas de secundário, faculdade, curso, nova cidade, amigos novos, computador novo... Enfim, um ano que marcou!

Para 2009?!

Sei lá! Só espero que seja um ano replecto de magia e emoções, de surpresas e alegrias. Mas que seja um ano de lutas, vitórias, caidas e reconquistas, de trabalho... A única certeza que tenho é que 2009 será um ano de muito trabalho!

Que venha 2009 e me surpreenda !!!

Hoje estou: à espera de 2009!!
Estou a ouvir: Lulla Bye : a bigger plan
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 15:59
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

"Madame paixões"!

Descobri que tenho uma amiga que diz saber tudo sobre as coisas do coração (e por sido a apelido da "Madame Paixões" ; só espero que ela não me descubra !), isto por decidi contar-lhe a história do "certo clima" entre mim e o M..

Ela não é propriamente a melhor pessoa para avaliar este caso, está longe de mim , mas é uma das minhas melhores amigas e que nunca ouviu ou soube da existência de alguém interessado em mim... Portanto, lá lhe foi contar!

Foi uma conversa engraçada, sem dúvida!

Começa por me fazer centenas de perguntas, pergunta-me todos os promenores e mais alguns, diz-me para que me atire a ele e mais não sei o que! Como sou uma rapariga bastante insegura, vou-lhe dizendo que as coisas do amor não sou comigo ... Não sei muito bem o que lhe disse, quando se sai com a genial frase: "Eu sou a perita das paixões!" (fiquei com cara de parva a olhar para o monitor e depois desatei a rir!)

Mas é verdade! Ela sempre se deu bem com as suas paixões e compreende melhor este sistema do que eu.

Quando terminamos a conversa, dei por mim a pensar nos tempos de secundário. Quem haveria de dizer que um dia lhe iria contar cenas caricatas e capítulos pouco provaveís de acontecer na minha vida?!  Sempre estive à espera que fosse ela a contar-me estas coisas...

No grupo dos que apoiam "atira-te a ele! come-o!", juntou-se mais um elemento de peso! Nos próximos dias terei de levar com a "Madame Paixões" a, praticamente "ordenar-me" a que "ataque o bife" e a dar-me conselhos!  E enquanto que as outras duas já nem se lembram disto, esta vai-se recordar por um belo período de tempo!

Agora questiono-me porque lhe foi contar isto! Acho que só lhe contei pela graça que me suscitou na altura... Foi para mim tão ridiculo que acabei por lhe contar.

Outra frase se destaca desta conversa: "cá para mim estás a gostar dele e sem saberes..." E eis a resposta: "sim, sim, e nem tu sabes o quanto! Olha que isto não é uma novela, e se eu gosta-se saberia-o e notar-se-ia!" Basicamente, desmanchei-me a rir com esta frase! Depois de ter conseguido parar de rir, lá lhe retribui a resposta...

A conversa com a "Madame Paixões" foi, resumidamente, de rir; não só pelo lado estupido deste "clima", bem como das respostas que ela me dava .

Este foi um dos melhores episódios de uma semana que correu mal .

 

Hoje estou: surpreendida!
Estou a ouvir: Bob Sinclair : together
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:08
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Primeiro amor.

À algum tempo atrás encontrei um post que me obrigou a uma reflexão (http://brilhosinhos.blogspot.com/2008/10/ser-que-alguma-vez-esquecemos-o-nosso.html). O assunto do post era sobre se algum dia se esquece o primeiro amor.

Nunca namorei, mas gostei demais de uma pessoa. E esse gostar significa, para mim, o meu primeiro amor. 

Em primeiro lugar, acho que não necessitamos de namorar com alguém para o considerarmos o primeiro amor; basta simplesmente gostar, mesmo que a outra pessoa só nos veja como amigos.

Depois, acho que nunca esquecemos aquela pessoa que fez o nosso coração acelarar mais depressa. Independentemente de se ter namorado ou não, o primeiro amor é sempre especial, inesquecível.

Contudo, creio que aquilo que fica guardo no coração não é só o amor. O amor acaba e encontramos novas pessoas.

O que realmente fica é um carinho especial, o sentimento de ter sido o primeiro... Ficam as alegrias, as experiências, os sonhos... E, por mais anos que passem, é sempre isso que fica, independentemente de se ter encontrado um novo grande amor. 

Existe um dita popular que diz: "O primeiro amor é inesquecível, tal como o primeiro beijo". É nisso que acredito. 

O R. foi o primeiro que me fez sentir e saber o que é estar apaixonda (e não ser correspondida)Mas (e espero eu) novos R's. viram que me ensinaram o que é ter alguém que goste de nós. Enquanto que esse R. não entrar na minha vida, vou recordando (com alguma tristeza) o meu primeiro amor...

 

 

Hoje estou: nostalgica!
Estou a ouvir: Xutos e Pontapés : manhã submersa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:31
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Verdadeiros amigos?!

Não raras são as vezes dou por mim a pensar em qual será o significado atribuído pelos que me rodeiam à palavra amizade e a amizades verdadeiras.

Para mim, a definição é clara: amizade é a relação que duas pessoas desenvolvem, partindo-se do principio, que existe confiança, lealdade, afectividade, sinceridade, honestidade. A minha é clara, mas a de algumas pessoas que me rodeiam é complexa e difícil de se compreender.

Já procurei compreender o que significaria a amizade para alguns dos que me rodeiam, pensei, pensei e repensei, e desisti, sem encontrar o significado. Desisti de pensar nesse significado à muito tempo, até ontem...

A F. e a L. sempre se deram como irmãs: muito unidas, companheiras... Mas, a vida pregou-lhe uma partida: enquanto a L. continuou os estudos, a F. abandonou o país. Este ano voltou, mas irá partir sem ter estado com a melhor amiga (será?). A L. foi trocada por outras coisas sem interesses.

Isto tudo fez-me pensar.

Cada vez  mais as pessoas me surpreendem, umas pela positiva outras pela negativa.

Vivemos numa sociedade em que, aparentemente, os valores da amizade, lealdade, companheirismo, etc., se começam a perder.

Apelidamos aquele e aquela de grandes ou melhores amigos, mas até quando? Quiçá, até ao dia em que não precisemos daquela(e), suposta(o), melhor amiga(o).

A minha avó costuma dizer que ninguém é amigo de ninguém. Continuo a acreditar que nem todas as pessoas se incluem nesse caixote. Continuo a acreditar que é possível ter, uma ou várias, amizades verdadeiras, sem mentiras, intrigas e complicações. Acredito que ainda existem pessoas com valor e princípios, incapazes de trocar uma amizade por uma coisinha sem importância... E sei que, à minha volta, ainda existem seres que privilegiam a amizade, acima de tudo...

 

 

 

Hoje estou: na dúvida!
Estou a ouvir: The Fray : how to save a life
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 16:35
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