Terça-feira, 31 de Março de 2009

O exemplo...

O meu caderno diário é uma autêntica gatafunhada de letras, setas, números... São apontamentos (se é que os podemos apelidar como tal!) de difícil compreensão e em que poucos o percebem, apenas eu própria (mal seria!) e uma ou outra pessoa.

Outrora, era das pessoas mais organizadas com os cadernos diários. Os títulos tinham uma determinada cor, os subtítulos igualmente, existiam bolinhas, tracinhos e mais uns quantos elementos de organização. Antes da minha entrada na Universidade, os meus cadernos diários eram a perfeição!

Agora tudo mudou. Se quero apanhar tudo (ou quase tudo) do que os professores dizem tenho de fazer tudo à baldas...

Graças a esta desorganização, vejo-me obrigada a passar diariamente em folhas que, posteriormente coloco num dossier, todas as informações recolhidas durante as aulas. Aqui sim, exijo profissionalismo (ou quase) a mim própria... Na verdade, é frequente encontrar pequenos vestígios de corrector pois, não raras as vezes, me confundo na minha desorganização.

Ontem, andava eu "numa de passar os apontamentos a limpo" (porque nem sempre apetece) e comecei pela cadeira sobre os autores contemporâneos da Sociologia. A meio da minha escrita, relembrei o momento em que o professor repetidamente diz a seguinte frase:

- Com certeza que nem todos  vocês escolheram Sociologia como primeira opção. Contudo, à medida que foram avançando foram-se identificando com o curso.

Nisto, a "Mafalda" diz-me:

- Ouvistes o que disse o professor?

- Ouvi. Mas eu sou especial e sou ao contrário.

Eis que ele prossegue no seu belo exemplo:

- Outros, em contrapartida, entraram na primeira opção mas, e espero que não seja esse o caso, começaram a não se identificar com o curso...

Olhei para a "Mafalda" e logo compreendeu em qual me encaixava.

Se ele soube-se o quanto eu o odeio quando ele utiliza este exemplo...

Estou a ouvir: Lifehouse : if this is goodbye
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:44
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Ainda dói...

O meu dia estava a correr lindamente...

Comecei o dia com disposição e alegria; a apresentação oral do texto correra bem e nem a professora antipática e a sua aula chata me consegui tirar do meu contentamento. Parecia correr tudo lindamente, até à pouco...

Ao falar com o D., o amigo virtual, começei a relembrar o passado... O colégio, os gozos e humilhações, o secundário, os complexos, a falta de auto-estima e, consequentemente, o R..

Porque dói tanto pensar no que poderiamos ter feito e não fizemos?

Hoje estou:
Estou a ouvir: João Pedro Pais : um resto de tudo
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:51
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Mudanças.

Tive com a S. e com a L., as minhas duas grandes amigas de secundária (e que creio já ter falado delas um dos meus primeiros posts). Juntas, formávamos um grupo, companheiras de risotas e de saídas nocturnas, de trabalhos e de conversas de namorados, sexo, escola, futuro, sonhos... Éramos um grupo inseparável, onde estava uma estavam as restantes.

Já não as via à um ano; à um ano que não estavamos todas juntas.

A L. continua igual: bonita e atraente. À S. quase que nem a reconhecia e sinceramente não sei porque. Quanto a mim, segundo elas, estava muito diferente. Mas eu não concordo.

Exteriormente, sim, mudei. Aprendi a arranjar-me e emagreci (segundo o que dizem, porque eu cá não noto nada!). Sim, podemos dizer que mudei.

Interioremente não mudei. Continuo igual a mim mesma: tímida, complexada, confusa, triste e umas quantas coisas mais que não consigo descrever.

Num ano, podemos mudar muita coisa exteriormente... Mas o que fazer aquelas que permanecem internamente, aquelas que os outros não podem ver e que só nós as vemos e sentimos? Aquelas que aos poucos e poucos nos vão enfraquecendo?

Há anos que ando a tentar combater a angústia interna, mas parece que nada ajuda. Existe sempre algo que dificulta esse combate, que nos deixa sem saber o que fazer ou onde procurar as forças que necessitamos para tal.

Externamente todos nós mudamos. Internamente são poucos aqueles que os conseguem e os que não conseguem, vivem na angústia e na ânsia de alcançar a mudança.

Quiças, nem exterioremente eu tenha mudado...

Estou a ouvir: Enrique Iglesias : be with you
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:16
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Memórias.

Decidi mergulhar nas lembranças passadas, naquelas que ainda hoje marcam o meu presente. Procurei as fotografias escondidas dos passeios, as cartas escritas pelas colegas de colégio no dia dos namorados e as dedicatórias feitas não há muitos anos pelas amigas de liceu.

Ao reler uma carta enviada, por uma colega, pela altura dos dias dos namorados, senti as lágrimas correm-me pela fase. Nela, reli uma frase que me marcou naquele dia e que me fez reviver-lo novamente:

 

"Maria, espero que encontres o teu príncipe encantado, para calares as más línguas... E, desculpa tudo o que já te fiz e o que te disse hoje."

 

Tentei relembrar o que me teria dito ela naquele dia, mas não consegui. Talvez melhor assim.

Contudo, ao abrir a carta senti entrar em mim a mesma tristeza de outrorá. A primeira frase da minha colega marcara-me. Depois de a ler, agarrei-me à almofada e deixei as lágrimas cair, questionando-me que "más línguas" seriam as que de me mim se diziam. Curiosamente, poucas foram as lágrimas que correram...

Então pensei: "Realmente encontrei o meu príncipe encantado: a solidão".

 

 

 

 (editado às 19:36, 28 de Fevereiro)

Hoje estou: recordando.
Estou a ouvir: Marisa Monte : dança da solidão
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:24
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Mentira.

À músicas que me tiram fora de mim...

João Pedro Pais tem uma música da qual fujo, não gosto, odeio... Gosto do cantor e da generalidade das músicas, mas daquela não! Fico deprimida, com a lágrima ao canto do olho.

Os meus colegas e amigos não percebem porque odeio-a tanto, porque não lhe posso ouvir o inicio! Custa-me escrever disto, falar seria mais doloroso... 

Porque? Porque ele volta aos meus pensamentos, ele, o R..

O R. foi a minha primeira (e talvez, a única) grande paixão que tive até hoje. Sem pedir autorização, a amizade e a atracção misturaram-se e quando dei por isso estava apaixonada... Apaixonada por um colega de turma, demasiado cobiçado pelas meninas e que nunca irei olhar para a menina mais gordinha e feia da turma [e neste momento, as primeiras lágrimas correm-me pela face]... Vivia na mentira, sonhando inocentemente as histórias que via na televisão, nos inicios que imaginava de uma relação a dois. Queria, desejava, sonhava em que isso acontece-se! De facto, ele era só meu quando fechava os olhos, apenas quando os fechava...

Gostar dele teve coisas boas e más... Aprendi que sonhar demais e pensar que tudo é igual às novelas nos conduzem a uma vida de mentiras...

Nunca namorei, nunca beijei e eis uma das minhas maiores mágoas. Tenho medo da solidão, de não saber o que é ser amada e amar ou de não saber qual o "sabor" de um beijo. Queria que o primeiro fosse dele...

Sinto viver numa mentira... Digo que não quero saber de namorados ou rapazes, mas no fundo, quero, preciso, necessito... Já não sei mais o que quero!

Só não quero viver na ignorância, no medo, na solidão, na procura de alguem que não existe...

Fartei-me de ouvir que o meu "príncipe encantado" esta a caminho, ao virá da esquina, onde menos pensar! É tudo mentira...

Dizem que me devo "soltar" mais, falar mais, ser menos fechada, sair mais... Talvez.

Gostar do R. não foram só aprendizagem; gostar do R. significou tornar-me mais céptica em relação ao amor. Tornei-me mais fria, eu sei... Deixei de acreditar no amor para toda a vida, em "príncipes encantados", em "Romeus e Julietas"...  

Porque não sou totalmente feliz? Porque não encontro alguém que ocupe o lugar da solidão? Porque fico sempre com a lágrima quando oiço aquela música? Porque estas contradições? Para que o amor? Para que sofrer? Será que sou assim tão feia ou timida que afasto quem quer que seja? Tantos "porques, serás e para que's" sem respostas!

Sinto-me uma egoísta... Aliás, sou uma egoísta! Há pais que choram os filhos desaparecidos à anos; pessoas que morrem à fome, ao frio, pela guerra... E eu? Eu choro por não saber o que é o amor!

No fundo, todos nós somos egoístas: queremos sempre mais do que já temos, quando muitos dariam tudo para ter metade do que nós temos...

"Mentira" é o nome da música [e termino sem mais lágrimas, creio que já as chorei todas em nome do amor; escrever faz-me bem!]...

Estou a ouvir: João Pedro Pais : mentira
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 23:54
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Resposta a comentário.

Decidi responder ao comentário da Lui num post.

Em parte concordo com a tua opinião, quando dizes que devemos amar-nos de qualquer forma. Contudo, nem sempre é assim.

Em tempos houve que aqueles a quem chamava de amigos me quiseram moldar ao seu gosto. Diziam aquilo que consideravam ser o melhor para mim, mas no fundo o que procuravam era alguém com quem gozarem. Sim, foi considerada a "patinha feia da turma"... Quando recordo esses tempos vejo uma menina ingénua que se deixou levar pelas opiniões alheias, tentando agradar a todos e sem que ninguém se preocupasse com as suas ideias.

Hoje em dia, em parte, creio que as coisas alteraram. Já não me deixo influenciar pelas ideias ou opiniões de terceiros. Procuro privilegiar o que sinto. Se antes ficava em baixo quando era alvo de gozo, agora procuro não dar importância a quem nada de interessante tem para dizer.

No entanto, isto nem sempre acontece. Às vezes nem é necessário um gozo ou frases maldosas, acontece sem querer... Por vezes deixamos de gostar de nós por lembranças passadas,  não valorizando o que realmente somos; e é isto que eu quero que deixe de acontecer.

Sempre ouvi dizer que antes de encontramos a nossa "cara metade" precisavamos de gostar de nós. Talvez seja uma ideia pré-concebida. Talvez nem seja necessário haver um grande amor por nós, talvez as nossas próprias fragilidades ajudem a aproximar essa "cara metade".

De qualquer forma, creio ter chegado a uma fase em que começo a gostar de mim... Com alguma insegurança e receio, mas sei que estou lá perto. 

Não sei se me fiz entender; é algo de dificil tradução para mim...

Fico-me por aqui, acerca daquilo que me vai na alma.

Falando noutra prespectiva  (sociologicamente falando... visto que ando a estudar estas coisas...), atribui-o uma parte da culpa à sociedade em que vivemos. Já deu para perceber que a sociedade, através da TV, da publicidade, das revistas, dos modelos, etc., transmite ideias acerca do corpo da mulher e do homem que não correspondem à realidade. Crianças e jovens interiorizam aquilo que lhes é ensinado pelos poderos meios de comunicação social, interiorizam valores que, muitas vezes, são os errados. Acabam por achar que o mais importante em alguém é o seu exterior, a sua beleza e forma física e esquecem o interior.

É engraçado ver, por exemplo, os Morangos com Açucar em que todas as actrizes e actores hesivem belos corpos; e os mais gordinhos?! Curiosamente, na Rebelde Way (sim, vi alguns episódios...) uma das actrizes é gordinha. Por coincidência, a personagem desta é o de uma jovem obsessiva pelo primeiro e único namorado que teve (também tenho o habito de ler os resumos das novelas na "Notícias TV" do JN). E assim ensinamos os miúdos ou a gozarem com quem é gordinho ou a interiorizarem que os mais gordos são obsessivos e violentos e mais não sei o que. Por este e outros motivos deixei de ver o lixo que a nossa televisão transmite.

Acerca deste último assunto tinha tanto que escrever, mas o melhor é ficar por aqui. (só espero é transmitir estas ideias para o trabalho acerca da televisão!)

Hoje estou: inspirada!
Estou a ouvir: Klephet : embora doa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:01
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

"Madame paixões"!

Descobri que tenho uma amiga que diz saber tudo sobre as coisas do coração (e por sido a apelido da "Madame Paixões" ; só espero que ela não me descubra !), isto por decidi contar-lhe a história do "certo clima" entre mim e o M..

Ela não é propriamente a melhor pessoa para avaliar este caso, está longe de mim , mas é uma das minhas melhores amigas e que nunca ouviu ou soube da existência de alguém interessado em mim... Portanto, lá lhe foi contar!

Foi uma conversa engraçada, sem dúvida!

Começa por me fazer centenas de perguntas, pergunta-me todos os promenores e mais alguns, diz-me para que me atire a ele e mais não sei o que! Como sou uma rapariga bastante insegura, vou-lhe dizendo que as coisas do amor não sou comigo ... Não sei muito bem o que lhe disse, quando se sai com a genial frase: "Eu sou a perita das paixões!" (fiquei com cara de parva a olhar para o monitor e depois desatei a rir!)

Mas é verdade! Ela sempre se deu bem com as suas paixões e compreende melhor este sistema do que eu.

Quando terminamos a conversa, dei por mim a pensar nos tempos de secundário. Quem haveria de dizer que um dia lhe iria contar cenas caricatas e capítulos pouco provaveís de acontecer na minha vida?!  Sempre estive à espera que fosse ela a contar-me estas coisas...

No grupo dos que apoiam "atira-te a ele! come-o!", juntou-se mais um elemento de peso! Nos próximos dias terei de levar com a "Madame Paixões" a, praticamente "ordenar-me" a que "ataque o bife" e a dar-me conselhos!  E enquanto que as outras duas já nem se lembram disto, esta vai-se recordar por um belo período de tempo!

Agora questiono-me porque lhe foi contar isto! Acho que só lhe contei pela graça que me suscitou na altura... Foi para mim tão ridiculo que acabei por lhe contar.

Outra frase se destaca desta conversa: "cá para mim estás a gostar dele e sem saberes..." E eis a resposta: "sim, sim, e nem tu sabes o quanto! Olha que isto não é uma novela, e se eu gosta-se saberia-o e notar-se-ia!" Basicamente, desmanchei-me a rir com esta frase! Depois de ter conseguido parar de rir, lá lhe retribui a resposta...

A conversa com a "Madame Paixões" foi, resumidamente, de rir; não só pelo lado estupido deste "clima", bem como das respostas que ela me dava .

Este foi um dos melhores episódios de uma semana que correu mal .

 

Hoje estou: surpreendida!
Estou a ouvir: Bob Sinclair : together
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 18:08
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