Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

E hoje acordei assim...

Tu nunca gostastes a sério, ou melhor, tu nunca amastes. Quando isso acontecer verás o que digo.

 

Odeio quando me dizem isto. Simplesmente odeio. Magoa, corrói, deixa-me triste lá no fundo, no interior do meu ser. Quando me dizem isto, disfarço com um sorriso e umas frases patetas; outras vezes, porém, limito-me ao silêncio. Depois, sozinha, choro.

Certa vez, depois de me terem dito esta frase, não consegui ficar calada e, revoltada, questionei se realmente podiam afirmar que eu nunca tinha gostado de ninguém a sério. Não obtive resposta. Mais tarde, alguém me dizia que eu nunca devia ter gostado de ninguém verdadeiramente porque, se realmente eu tinha estado apaixonada, deveria ter feito mais por essa pessoa.

Agora, pergunto eu, mas para alguém gostar à séria é preciso rastejar aos pés dessa pessoa? É preciso ir à bruxa e fazer uns feitiços para que a tal pessoa se apaixone por nós?

Sim, eu gostei muito muito dele, quiçá como nunca mais voltarei a gostar... Mas, não existiram outros sentimentos que nos impedem de lutar? Medos, receios, complexos? Isso não contará? E os sentimentos da outra pessoa não contam?

Odeio que me digam que Não sabes o que é gostar de alguém como eu gosto! Será que não sei mesmo?!

Odeio quando alguém se sai com estas estúpidas frases. Se realmente é como dizem, só quando namoramos é que gostamos a sério! Infelizmente nem toda a gente tem o privilégio de ser correspondido!

Às vezes esquecem-se que não depende de nós. Existe a outra pessoa e ela tem uma palavra a dar. Tal como no sexo, para se namor são precisas duas pessoas!

Várias vezes me perguntei o que fariam os outros se sentissem o que eu sinto... Por mais que nos digam que Tu és linda! O que mais importa é a beleza interior... não é fácil lidar com medos e complexos. Aliás, com o tempo percebi que a história O mais importante é a beleza interior não passam de tretas. Sim, tretas. A sociedade não liga a isso. A sociedade valoriza mais, muito mais, o exterior. As televisões, as revistas, a internet, etc., mostram isso... Se não, porque não existe uma novela ou um filme em que a personagem seja feia e gorda? Ok, temos a Betty Feia! Mas, provavelmente no final (não acompanhei até ap fim), ela vira uma beleza, uma brasa, como manda a sociedade. Isso não passa de uma frase criada para um qualquer anúncio publicitário. A sociedade criou padrões de beleza e essa história é só um tapa olhos de quem se recusa a ver os estereótipos que a criamos. Assim, ou somos lindas, de pernas magras e altas, barriga plana, e um peito e cara minimamentes decentes e temos todos os homens aos nossos pés, ou somos gordas e só temos bêbados interessados ou tipos armados em carapau de corrida interessados em gozar com os nossos sentimentos. Se não vejamos as novelas da TVI ou a Rebelde Way... Mas porque raio nas nossas televisões só vemos raparigas novas com um corpo de sonho como protagonista?! E por quê são sempre os gordos os rejeitados e humilhados?! E, porque raios quando existe uma personagem gorda ela vir top model como manda a sociedade?! E depois ainda querem que acredite na história da beleza interior... 

Quando me dissem estas coisas, dá-me vontade de dar meia volta e virar costas ou de bater na pessoa! Não basta gostar...

Apesar de achar a história da beleza interior uma treta concordo com a frase Antes de amares alguém, ama-te a ti mesmo. Se calhar, por não me amar o suficiente nunca foi capaz de fazer nada, isto, apesar de ele me ter dito que era capaz de namorar com alguém como eu, fortezinha! e tanto que era, que a namorada dele aparenta ser assim...

Enfim... 

Creio que já aprendi a lição. Agora, alguém se importa de dizer a quem comanda as nossas vidas (se é que existe alguém) que eu também sou gente?!

E hoje acordei assim, revoltada com a vida e com a sociedade mesquinha em que vivemos...

Estou a ouvir: Rita Guerra : gostar de ti
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 13:09
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Modernices tecnológicas

Já a algum tempo que falo com a C..

Não a conheço, nem tão pouco sei como conseguiu o meu email. É uma miúda nova, algo imatura. Normalmente pede-me conselhos amorosos ou ajuda com as tarefas escolares e, geralmente, não recuso apoia-la.

À cerca de uma semana desabafou comigo o fim do relacionamento que mantinha com um rapaz alguns anos mais velho do que a C.. Estava preocupada com a repentina mudança do namorado, que terminara sem uma justificação. Dei os conselhos, que achava mais plausíveis e correctos. Qual não é o meu espanto quando percebo que ela nunca manteve contacto físico com esse rapaz, que o namoro dela era virtual!

Fiquei espantada e horrorizada!

Tentei, então, explicar-lhe que namoros pela internet quase sempre dão mau resultado. Tentei alertar-lá para os riscos que poderia estar a correr.

Ok, devo confessar que eu também falo com um rapaz que não conheço à cerca de 4 meses, mas vai da ia a apaixonar-me ainda falta um  longo caminho (se é que existe neste casos)...

Aparentemente, a C. abriu os olhos e decidiu não ligar mais nenhuma aquele rapaz que conhecera na internet.

Hoje voltamos a falar sobre ele. Disse-me que o iria esquece-lo e começou a falar-me de um rapaz palpável e real que mora perto dela. Dei-lhe o meu apoio. Nada de anormal, até ela me dizer que estava a falar com ele, pelo telemóvel, e que já o pedirá em namoro!

Ok... Eu talvez seja muito retrógrada ou talvez excessivamente romântica e sonhadora, mas desde quando se pede alguém em namoro por telemóvel?! Mais, o que será o amor para as novas gerações?! A C. dizia amar, em apenas um mês, um rapaz que nunca virá!

Cada vez mais me choca a forma como as novas gerações encaram a vida em todas as suas formas...

É chocante que as novas tecnologias substituirá o que outrora eram momentos importantes na vida de cada um de nós, tal como o pedir em namoro; e é revoltante a forma como os mais novos olham o amor... Em apenas um mês diz-se amar alguém, quando na realidade, amar é muito mais do que uma troca de beijos e de sexo.

 

 

Hoje estou: chocada.
Estou a ouvir: Deolinda : eu não sei falar de amor
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 21:10
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Resposta a comentário.

Decidi responder ao comentário da Lui num post.

Em parte concordo com a tua opinião, quando dizes que devemos amar-nos de qualquer forma. Contudo, nem sempre é assim.

Em tempos houve que aqueles a quem chamava de amigos me quiseram moldar ao seu gosto. Diziam aquilo que consideravam ser o melhor para mim, mas no fundo o que procuravam era alguém com quem gozarem. Sim, foi considerada a "patinha feia da turma"... Quando recordo esses tempos vejo uma menina ingénua que se deixou levar pelas opiniões alheias, tentando agradar a todos e sem que ninguém se preocupasse com as suas ideias.

Hoje em dia, em parte, creio que as coisas alteraram. Já não me deixo influenciar pelas ideias ou opiniões de terceiros. Procuro privilegiar o que sinto. Se antes ficava em baixo quando era alvo de gozo, agora procuro não dar importância a quem nada de interessante tem para dizer.

No entanto, isto nem sempre acontece. Às vezes nem é necessário um gozo ou frases maldosas, acontece sem querer... Por vezes deixamos de gostar de nós por lembranças passadas,  não valorizando o que realmente somos; e é isto que eu quero que deixe de acontecer.

Sempre ouvi dizer que antes de encontramos a nossa "cara metade" precisavamos de gostar de nós. Talvez seja uma ideia pré-concebida. Talvez nem seja necessário haver um grande amor por nós, talvez as nossas próprias fragilidades ajudem a aproximar essa "cara metade".

De qualquer forma, creio ter chegado a uma fase em que começo a gostar de mim... Com alguma insegurança e receio, mas sei que estou lá perto. 

Não sei se me fiz entender; é algo de dificil tradução para mim...

Fico-me por aqui, acerca daquilo que me vai na alma.

Falando noutra prespectiva  (sociologicamente falando... visto que ando a estudar estas coisas...), atribui-o uma parte da culpa à sociedade em que vivemos. Já deu para perceber que a sociedade, através da TV, da publicidade, das revistas, dos modelos, etc., transmite ideias acerca do corpo da mulher e do homem que não correspondem à realidade. Crianças e jovens interiorizam aquilo que lhes é ensinado pelos poderos meios de comunicação social, interiorizam valores que, muitas vezes, são os errados. Acabam por achar que o mais importante em alguém é o seu exterior, a sua beleza e forma física e esquecem o interior.

É engraçado ver, por exemplo, os Morangos com Açucar em que todas as actrizes e actores hesivem belos corpos; e os mais gordinhos?! Curiosamente, na Rebelde Way (sim, vi alguns episódios...) uma das actrizes é gordinha. Por coincidência, a personagem desta é o de uma jovem obsessiva pelo primeiro e único namorado que teve (também tenho o habito de ler os resumos das novelas na "Notícias TV" do JN). E assim ensinamos os miúdos ou a gozarem com quem é gordinho ou a interiorizarem que os mais gordos são obsessivos e violentos e mais não sei o que. Por este e outros motivos deixei de ver o lixo que a nossa televisão transmite.

Acerca deste último assunto tinha tanto que escrever, mas o melhor é ficar por aqui. (só espero é transmitir estas ideias para o trabalho acerca da televisão!)

Hoje estou: inspirada!
Estou a ouvir: Klephet : embora doa
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 20:01
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Verdadeiros amigos?!

Não raras são as vezes dou por mim a pensar em qual será o significado atribuído pelos que me rodeiam à palavra amizade e a amizades verdadeiras.

Para mim, a definição é clara: amizade é a relação que duas pessoas desenvolvem, partindo-se do principio, que existe confiança, lealdade, afectividade, sinceridade, honestidade. A minha é clara, mas a de algumas pessoas que me rodeiam é complexa e difícil de se compreender.

Já procurei compreender o que significaria a amizade para alguns dos que me rodeiam, pensei, pensei e repensei, e desisti, sem encontrar o significado. Desisti de pensar nesse significado à muito tempo, até ontem...

A F. e a L. sempre se deram como irmãs: muito unidas, companheiras... Mas, a vida pregou-lhe uma partida: enquanto a L. continuou os estudos, a F. abandonou o país. Este ano voltou, mas irá partir sem ter estado com a melhor amiga (será?). A L. foi trocada por outras coisas sem interesses.

Isto tudo fez-me pensar.

Cada vez  mais as pessoas me surpreendem, umas pela positiva outras pela negativa.

Vivemos numa sociedade em que, aparentemente, os valores da amizade, lealdade, companheirismo, etc., se começam a perder.

Apelidamos aquele e aquela de grandes ou melhores amigos, mas até quando? Quiçá, até ao dia em que não precisemos daquela(e), suposta(o), melhor amiga(o).

A minha avó costuma dizer que ninguém é amigo de ninguém. Continuo a acreditar que nem todas as pessoas se incluem nesse caixote. Continuo a acreditar que é possível ter, uma ou várias, amizades verdadeiras, sem mentiras, intrigas e complicações. Acredito que ainda existem pessoas com valor e princípios, incapazes de trocar uma amizade por uma coisinha sem importância... E sei que, à minha volta, ainda existem seres que privilegiam a amizade, acima de tudo...

 

 

 

Hoje estou: na dúvida!
Estou a ouvir: The Fray : how to save a life
Escrito por DesabafosDaMinhaAlma às 16:35
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